terça-feira, 26 de outubro de 2010

Prêmio de Cultura “Alberto Ribeiro Lamego”



HISTÓRICO

O Prêmio foi criado, em 1986, pela então diretora do Departamento de Difusão Cultura da municipalidade, professora (hoje empresária) Diva dos Santos Abreu Barbosa, uma inovação do governo do prefeito José Carlos Vieira Barbosa, destinada a premiar os intelectuais da cidade destacados através de sua produção cultural de diferentes correntes estéticas.

A “Folha da Manhã” do dia 19 de novembro de 1996 publicou matéria com a criadora, 11 anos depois de sua primeira premiação, ocorrida em 1987, ocasião em foram laureados os escritores Osório Peixoto Silva e José Cândido de Carvalho e o jornalista, escritor e dramaturgo Hervé Salgado Rodrigues.

Diva conta que “ao assumir o cargo encontrou apenas uma sala vazia”. Uma sala sem memória – recorda, ao salientar que o prêmio surgiu dentro de um projeto artístico desenvolvido pelo Departamento. Ela lembrou que na época começava um trabalho de resgate das casas de cultura. Depois foi criado um concurso para a escolha do troféu, sagrando-se vencedor o arquiteto Ricardo Paes Teixeira.

“Com o resgate das casas de cultura, José Cândido de Carvalho foi homenageado dando nome a de Goytacazes”, publicou a Folha. “Depois disso ele passou a ficar de bem com Campos”, referindo-se a certa mágua que o escritor tinha com a cidade, que pouco valorizava seus artistas.

CRIADOR DO TROFÉU

“Folha da Manhã” do dia 26 de setembro de 1986 publicou matéria sobre o criador do Troféu Alberto Ribeiro Lamego, assinalando que o nível dos trabalhos foi muito elogiado pela Comissão Julgadora integrada pelo arquiteto Renato Marion de Aquino, representando o Departamento Cultural; César Moraes Magalhães, da Associação Norte Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (ANFEA), José Lauro Saraiva, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima; e Marilia Novo, convidada especial.

“Entusiasmado com o projeto que vem sendo desenvolvido pelo Departamento de Cultural, o arquiteto Renato Marion de Aquino disse que o Prêmio Alberto Ribeiro Lamego representa a retomada da esperança em termos culturais para Campos”, enfatizou o jornal.

Diva Abreu, que acompanhou o julgamento dos cinco trabalhos apresentados, juntamente com o professor Aristides Artur Soffiati Neto, criticou o pequeno número de participantes. E foi incisiva: “Está na hora do campista olhar a sua cidade fora dos parâmetros das colunas sociais”.

Vencedor do concurso, Ricardo Paes Teixeira disse que essa é a segunda vez que participa de concursos na região, recebendo nas duas oportunidades o primeiro prêmio. Dessa vez, no entanto, observou que foi muito mais gratificante ter o seu trabalho escolhido como o melhor, pois ele estará contido no contexto de uma Lei Municipal.

Sobre o projeto, Ricardo informou que se baseou no fato do historiador Alberto Ribeiro Lamego ter se ligado sempre à pesquisa, o que pode ser considerado a busca de origens.

Representando fisicamente a origem, foi criada uma esfera envolvida por um elemento vertical – como se fosse a busca – e todos esses elementos sob uma base plana simbolizando a região de pesquisa do escritor e geólogo, ou seja: a planície decantada nos versos de Azevedo Cruz.

OS LAUREADOS

1987 – Escritor Osório Peixoto Silva
Escritor José Cândido de Carvalho
Jornalista Hervé Salgado Rodrigues

1988 – Artista Plástico Ivaldi Granato
Educadora Maria Tereza da Silva Venancio
Professor Mário Ferraz Sampaio

1989 – Professor Aristides Artur Soffiati Neto

1990 – Jornalista Amaro Prata Tavares

1991 – Professor Walter Siqueira

1992 – Historiador Waldir Pinto Carvalho

1993 – Escritor Padre Antonio Ribeiro do Rosário

1994 – Livreiro João Sobral (Ao Livro Verde)
Filósofo José Américo Mota Pessanha (In-memóriam)

1995 – Professora Zuleima Oliveira Faria
Folclorista Ana Augusta Rodrigues (In-memóriam)

1996 – Dramaturgo Orávio de Campos Soares, João Rodrigues de Oliveira e o Filólogo Newton Perissé Duarte (In-memóriam).

Obs.: Nos anos de 1997 e 1998 não houve indicação e entrega do prêmio. Em 1999 a cerimônia premiou de uma só vez sete personalidades,
Jornalista João Rodrigues de Oliveiravalendo os prêmios pelos anos de 1997, 1998 e 1999, a saber:

1997 - Welligton Paes e Pedro Manhães (In-memóriam)

1998 - Gercy Pinheiro de Souza,Yeda Botelho Salles (In-memóriam) e Wilson Batista (In-memóriam)

1999 - Jorge Renato Pereira Pinto e Adilson Alves Rangel (In-memóriam)

Obs: Não foram encontrados registros de outras indicações entre os anos de 2000 e 2007.

2008 – Educadora Maria Elizabeth Vieira de Araújo.

2010 - Professor Joel Ferreira Melo e o poeta Antônio Roberto Fernandes (in-memóriam).

2011 - Maestrina Vilma Rangel Braga e o teatrólogo Felix da Silva Carneiro (in- memóriam).

2012 - Compositor Geraldo Gamboa e Professora Rita Maria de Abreu Maia (in-memóriam).

QUEM FOI/É ALBERTO RIBEIRO LAMEGO

No livro “Gente Que é Nome de Rua”, o historiador Waldir Pinto Carvalho, tece uma bibliografia do homenageado:

Alberto Ribeiro Lamego nasceu em Campos no dia 9 de Abril de 1896. Era/é filho de Alberto Frederico de Moraes Lamego e de Dona Joaquina Maria de Couto Ribeiro Lamego.

Historiador como seu pai, que escreveu a célebre coleção “Terra Goitacá”, tornou-se mais conhecido como Lamego Filho e produziu, por sua vez, também uma obra das mais valiosas da qual, ainda que de maneira ligeira, iremos falar no decorrer desta pálida homenagem que rendemos à sua memória.

Tendo as primeiras letras em sua sempre amada terra natal, concluiu pelo ano de 1910 o curso primário, não no Brasil, mas no “Colégio Campolide” dos padres jesuítas na cidade de Lisboa, em Portugal, uma vez que sua família passou a residir na Europa.

Nesse educandário português começou, também, o curso secundário, indo, entretanto, concluí-lo no Colégio Saint Michell, igualmente de jesuítas, em Bruxelas, na Bélgica. Em 1913, com 27 anos de idade, pediu sua inscrição no Curso de Engenharia de Artes, Manufatura e Minas, da Universidade de Louvain.

Estava iniciada a jornada em busca do saber maior, daquele conhecimento que haveria de fazê-lo conhecido, famoso e respeitado, não apenas em seu pais de origem, mas em todo o mundo.

Londres era agora o seu alvo. Em 1914 para aquela cidade se transferiu para realizar novos estudos. Cursou, a partir de então, a Royal School of Mines do Imperial College of Science and Technology.

Espírito prático, na mesma ocasião,usando o tempo que lhe sobrava, freqüentava o Curso de Licenciado em Engenharia de Minas da Universidade de Londres. Já em 1918, havia concluído satisfatoriamente esses dois valiosos cursos.

Seu retorno ao Brasil ocorreu pelo ano de 1920. Uma vez em que seu país, com todo direito, ingressou no Serviço Geológico do Ministério da Agricultura.

E, assim, pondo a prova os seus conhecimentos, executou diversos trabalhos de campo em várias regiões do Brasil, cuja experiência muito lhe valeu para a sua obra do futuro.

Entre os anos de 1924 e 1932, Lamego Filho, afastou-se do Serviço Geológico, mas retornando ao órgão onde havia iniciado a sua bela carreira, pôde muito oferecer de importante ao setor.

Da enorme relação de dados sobre o ilustre campista, consta os seguintes:

– Diretor da Divisaõ de Geologia e Mineralogia do Departamento Nacional de Produção Mineral entre os anos de 1951 e 1961, quando publicou 162 trabalhos executados pelos técnicos sob a sua direção.

– Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira de Geologia, da Associação dos Geográfos Brasileiros, da Academia Fluminense de Letras, da Academia Campista de Letras, (ocupando a Cadeira nº 9, cujo patrono é Francisco Saturnino Rodrigues de Brito), do Instituto Histórico e Geográfico da cidade do Rio de Janeiro, do Instituto Pan-Americano de Geografia e História.

– De 1951 a 1961, ocupou o cargo de Delegado do Ministério da Agricultura, junto ao Conselho Nacional de Geografia;

– Delegado do Brasil nos Congressos Internacionais de Geologia, realizado em Londres, Argel, Copenhague, Nova Delhi, e tomou parte nas reuniões da Comissão da Carta Geológica do Mundo, levadas a ereito em Hanover, Paris, Montividéu, Rio de Janeiro, Praga e Lima.

– Em 1972, serviu como Delegado do Brasil no Congresso Internacional de Geologia no Canadá;

– Delegado do Brasil ao Congresso Internacional de Geografia do Rio de Janeiro e aos Pan-americanos de Engenharia de Minas e Geologia de Petropólis e da cidade do México;

– Delegado aos Congressos Nacionais de Geografia de Florianópolis, Rio de Janeiro e de Brasília, bem como delegado aos Congressos Nacionais de geologia do Rio e de Vitória;

– Data de 1966, a sua participação como delegado ao Primeiro Simpósio Brasileiro de Paleontologia;

– Vice-Presidente da Comissão da Carta Geológica Internacional do Mundo, com sede na capital da França;

– Ex-Vice-Presidente da União Internacional das Ciências Geológicas com sede em Copenhague;

– Membro das bancas examinadoras dos concursos para cátedras de Geografia do Brasil, da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo; de Geografia Humana, da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil e de Geografia Geral do Colégio Pedro II. Membro da banca examinadora para mestrado no Conselho Nacional de Geografia , da irmã Loreto e membro da banca examinadora para doutorado na Puc;

– Em 1958 tomou parte como Membro da Comissão do Conselho Nacional de Economia para a Recuperação do Nordeste brasileiro;

– Prêmio José Boiteux no Congresso Nacional do Rio de Janeiro de 1946, pelo seu trabalho intitulado “ O Homem e a Restinga”.

– Prêmio Orville A. Derby, com trabalho sobre Geologia do Brasil, intitulado “Mapa Geológico do Brasil”.

– A pedido do Dr. Rodrigo de Melo Franco, Diretor do IPHAN, fez o tombamento dos monumentos do Estado do Rio de Janeiro;

– Em 1949, em sua cidade de Campos, ocupava o cargo de Professor de Geografia do Curso Noturno do Liceu de Humanidades;

– Perito na Questão de Limites entre os Estados do Espírito Santo e Minas Gerais;

– Ocupou o cargo de Chefe do Grupo Brasileiro de Convênio Brasil-Estados Unidos, para pesquisa de urânio no Brasil entre os anos de 1957 e 1961. Convém lembrar que nessa chefia organizou uma longa série de reconhecimentos, abrangendo grandes áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernanbuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Goiás e Mato Grosso, quando encontrou jazidas de urânio. Os resultados foram apresentados em relatórios à Comissão Nacional de Energia Nuclear;

– Além de tudo, Alberto R. Lamego, chegou a ocupar o cargo de Assessor do Departamento Nacional de Produção Mineral e da Comissão Nacional de Energia Nuclear.

Entre os seus 44 trabalhos literários que publicou e deixou inéditos, podemos destacar os seguintes:

- A PLANÍCIE DO SOLAR E DA SENZALA, em cujo prefácio diz Oliveira Viana:

“Há nele uma mistura de imaginação e realidade, de inspiração literária e preocupação científica. Lamego Filho trai nele o poeta que se fez homem de ciência, o autor de versos e o engenheiro de minas...”;

A BACIA DE CAMPOS NA GEOLOGIA LITORÂNEA DO PETRÓLEO, publicado em 1944. com esse trabalho, Lamego Filho confirmou de forma técnica o que sempre foi uma obsessão da gente da Baixada Campista: a existência de petróleo nos Campos da Boa Vista;

O HOMEM E A RESTINGA. Medalha de Ouro do Congresso Nacional de Geografia do Rio de Janeiro de 1946 ( Biblioteca Geográfica Brasileira). A introdução feita pelo autor assim se inicia:

“Em O Homem e o Brejo andamos sobre a terra fértil. Sobre as auviões fecundas que emergiram de um dilúvio. Ali vimos enraizar-se tenazmente o homem, imantado pela opulência do solo e elevando por trezentos anos, com seus braços, uma crescente frutificação soberba.

O cenário agora é bem diverso. Pulamos a fartura máxima da gleba a uma penúria extrema. Das argilas ricamente produtivas e abandonadas por um rio, a extensíssimos areaias estéries depositados pelo mar. Duas planícies, dois ambientes secularmente contrastantes, sobretudo quando os vemos lado a lado...”

O HOMEM E A GUANABARA. Esta obra foi publicada em 1948, sob o patrocínio da Biblioteca Geográfica Brasileira, e se constitui noutra produção da maior utilidade para os estudiosos da área:

O HOMEM E A SERRA. Biblioteca Geográfica Brasileira, Rio de Janeiro, editada em 1950. Valiosa fonte de estudos;

GEOLOGIA DAS FOLHAS DE CAMPOS, SÃO TOMÉ, LAGOA FEIA E XEXÉ. Esta obra que faz evoluir a possibilidade de existência de petróleo em Campos, foi publicada no Rio em 1955;

Em carta, assim se referiu a Alberto Ribeiro Lamego, o grande escritor brasileiro, Agrippino Griecco:

“Cada vez me sinto mais entusiasmado com teus livros. Estás realizando admirável trabalho de conjunto. Há substância, boa linguagem, serena crítica sociológica em tudo que rediges...”.

Em 1974, Alberto Ribeiro Lamego, lançou a Segunda Edição de seu livro “O HOMEM E O BREJO”. Um dos locais para o evento, escolhido pelo renomado homem da ciência , foi a livraria LIVRO VERDE, em Campos, cujas portas lhe foram abertas prazenteiramente pelo seu proprietário João Sobral.

A “manhã de autógrafos”, da qual participaram seus amigos e o mundo intelectual de Campos, comparecemos para conhecer pessoalmente a grande figura nacional. Foi, sem dúvida um acontecimento inesquecível e dos mais significativos para a nossa cidade.

Alberto Ribeiro Lamego era casado com a distinta Sra. Marina Lamego.

Com 89 anos de idade, faleceu Alberto Ribeiro Lamego no dia 16 de outubro de 1985, no Rio de Janeiro, onde residia. Sua vontada expressa de ser sepultado em Campos, sua terra natal, foi rigorosamente cumprida por sua família.

Após ficar em câmara ardente na sede da Academia Campista de Letras, da qual era membro efetivo, seu corpo foi velado na Igreja de São Francisco, local histórico, onde um marco informa que ali há 300 anos, a população de São Salvador dos Campos a fez elevar-se à categoria de Vila.

O MONITOR CAMPISTA, reportando-se ao fato, entre outras palavras publicou:

“O filho da terra repousa abraçado ao solo em que nasceu e que tanto amou....

… o amante de PLANÍCIE DO SOLAR E DA SENZALA e o analista de O HOMEM E O BREJO realizou uma obra singular, correspondendo os méritos do escritor à ciência e aos títulos do técnico e do historiador.

… Bastaria citar a vice-presidência da Carta Geográfica Internacional, que ocupou, para atestar sua posição na comunidade científica, ombreando-se aos pesquisadores dos países mais avançados.

A NOTÍCIA, em seu comentário sobre o grande vulto, vale a pena destacar o seguinte tópico:

“Um dos livros, A BACIA DE CAMPOS NA GEOLOGIA LITORÂNEA DO PETRÓLEO, datado de 1944, foi uma previsão com mais de 30 anos de antecedência sobre a grande importância da Bacia de Campos na exploração petrolífera, hoje plenamente confirmada com a atuação da Petrobrás na região, que já é a responsável por mais de 50 por cento de toda produção nacional.”

A “FOLHA DA MANHÔ, do dia 17 de outubro de 1985, em seu editorial, entre outros trechos, destacam-se os seguintes:

“As características especiais de um povo que teve a sua fibra e rija espinha dorsal moldada pelas condições adversas que encontrou na terra virgem são o tema predileto de um dos maiores cientistas brasileiros no campo da Geologia. Um cientista cuja obra deveria ser de leitura de todos que pretendam conhecer a verdadeira história da colonização dos Campos dos Goytacazes. Alberto Ribeiro lamego sepultado ontem na terra que tanto amou..."

…Praticamente desconhecido pelas novas gerações – e mesmo a cadeira de História e Geografia da Faculdade de Filosofia pouco acesso tem a seus livros – Alberto Ribeiro Lamego era um entusiasta do que chamou de “a civilização campista”. Um novo tipo de raça pioneira, só comparável aos peregrinos que avançavam pelos terrenos hostis da América do Norte na conquista do Oeste...

…Lamego morre tendo conseguido visualizar uma de suas predições feitas com base e rigor científico. Ele havia, já nos idos de 40, alertado as autoridades para o imenso potencial petrolífero que advinhava na formação sedimentar do delta do Paraíba e na Lagoa Feia. O sonho de Lamego e outros pioneiros que acreditaram no petróleo campista e hoje realidade pujante no trabalho dos técnicos e operários da Petrobrás...

Sendo a vida, inquestionavelmente, uma missão, a de Alberto Ribeiro Lamego , foi, sem dúvida, cumpridade maneira admirável.

Queremos, nesta ligeira homenagem que prestamos à sua memória fazer coro com aqueles que não se cansam de exaltar o seu esforço e dedicação em favor do progresso, não apenas de Campos, mas do nosso sempre amado Brasil.

Se possível fosse nos comunicarmos com a sua personalidade-alma neste momento em que redijo estas palavras (dezembro/87), o faríamos para lhe pedir desculpas pelos campistas que ainda não se dignaram de inaugurar uma bela avenida com o seu luminoso nome.

Estamos certos, entretanto, que um dia, ALBERTO RIBEIRO LAMEGO, será nome de rua em sua sempre adorada Campos dos Goytacazes. (Hoje, finalmente, temos a Avenida Alberto Ribeiro Lamego, que começa na Rua Fhilipe Uébe e se prolonga até a rodovia que dá acesso a São João dea Barra/Atafona e Grussai).


FONTES DE INFORMAÇÃO

TERRA GOYTACÁ – Alberto F. M. Lamego

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE CAMPOS – Júlio Feidit

CICLO ÁUREO – Horácio Souza

MOVIMENTO LITERÁRIO DE CAMPOS - Múcio da Paixão

FOLHA DO COMÉRCIO - Coleção de Jornais

MONITOR CAMPISTA – Coleção de Jornais

A NOTÍCIA - Coleção de Jornais

A CIDADE – Coleção de Jornais

GUIA GERAL DE CAMPOS – Hélvio Bacelar/ Herbson Freitas

ARQUIVO PESSOAL – Latour Arueira

ARQUIVO PESSOAL – Walter Siqueira

ARQUIVO PESSOAL – Leontino Machado

ARQUIVO PESSOAL – Carlos Amorim

ARQUIVO BIBLIOTECA MUNICIPAL

Cartórios do 1º, 2º e 3º SUB-DISTRITOS

PROGRAMA “NOSSA TERRA NOSSA GENTE” - Waldir P. Carvalho.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CDL, ACIC e CARJOPA prestam apoio ao programa de revitalização das Bandas


O secretário Municipal de Cultura, Orávio de Campos (D), a presidente da CDL, Maria Luiza Schultz (C) e representantes das bandas de Campos durante reunião de apoio às sociedades musicais

A secretaria municipal de Cultura está contando com o apoio da Câmara dos Dirigentes Lojistas – CDL; Associação Comercial e Industrial de Campos – ACIC; e o Conselho dos Lojistas da Rua João Pessoa e Adjacências – CARJOPA, como aliados na luta para salvar da extinção as sociedades musicais do município, a maioria com mais de 100 anos.

Na reunião realizada na manhã desta quarta-feira (06/10), na CDL – fizeram-se presentes o Secretário Municipal de Cultura, Orávio de Campos; o subsecretário, Sérgio Alvarenga, a diretora Maria Lucia Bittencourt; a presidente da CDL, Maria Luiza Schultz, o empresário Sérgio de Oliveira, da ACIC, além de representantes das bandas. Ficou acertado que todas vão realizar em dezembro uma “Cantata de Natal”.

O professor Orávio de Campos elogiou a participação dos lojistas no programa de revitalização das bandas civis que, além das apresentações natalinas, também terão um convênio para criar cursos de música em suas sedes visando a sua própria oxigenação, além de poderem contar com recursos financeiros para sua manutenção.

Estiveram presentes maestros e representantes de nove bandas: Lira de Apolo; Operários Campistas; Lira São José; Sociedade Musical Nossa Senhora das Dores (Dores de Macabu); Sociedade Musical Nossa Senhora da Penha (Tocos); Sociedade Musical Santo Amaro (Santo Amaro); Euterpe Sebastianense (São Sebastião); Lira Conspiradora; e Lira Guarany.

A Secretaria de Municipal de Cultura está gestando o projeto global, incluindo as cantatas e os convênios para 2011. Quando estiver pronto, na próxima semana, será marcada uma audiência com o prefeito em exercício, Nelson Nahim, na qual estarão presentes todas as lideranças lojistas e as representações das centenárias bandas civis do município.
 
A presidente da CDL, Maria Luiza Schultz, ladeada pelo secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares (E) e pelo subsecretário, Sérgio Alvarenga e representantes das bandas

Exumados os despojos da heroína Mariana Barreto

Os restos mortais da heroína Mariana Barreto, filha de Benta Pereira, que estavam sepultados debaixo do piso da Sala dos Dízimos da Igreja de São Sebastião, foram exumados, nesta terça-feira (05/10), numa iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura, com a supervisão do museólogo Carlos Roberto Bastos Freitas, diretor do Arquivo Público e com o apoio de Rodrigo Ribeiro Gomes, diretor da Conenge Engenharia.

Orávio de Campos e Carlos Freitas, acompanhando a escavação 

O trabalho de recuperação das relíquias da heroína, que durou quase o dia todo, foi acompanhado pelo secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares; da pesquisadora Maria Lucia Bittencourt da Fonseca; da assistente do Arquivo Público, Larissa Manhães; e dos padres Elênio Abreu e Lenilson Alves, além do Ministro da Eucaristia Adaivo Ribeiro. Nas pesquisas participaram, ainda, os operários Rony Lopes e Maicon Olegário.


Carlos Freitas e os operários durante a escavação

MONUMENTO
O professor Orávio de Campos informou que os despojos recolhidos serão depositados numa pequena urna e colocada numa campa a ser construída no mesmo espaço da Sala dos Dízimos. “É que o padre Elênio achou por bem cumprir o que estabelece o testamento da Mariana Barreto, dando conta de que ela seria (como foi) sepultada na igreja de São Sebastião em ato religioso acompanhado pelos prelados”.

- Do lado de fora, num jardim localizado à esquerda do templo, construído em 1730, em área doada pelo Visconde de São Sebastião, será erguido um momento alusivo aos feitos da heroína. “As novas gerações precisam conhecer sua história voltada para a defesa das nossas instituições, numa época difícil em que a Coroa Portuguesa agia com os que se sublevavam contra suas decisões absolutistas”, lembrou o secretário.
 
 
Parte dos despojos encontrados


Padre Elênio (E) e Orávio de Campos conversam logo após a descoberta dos despojos de Mariana Barreto

A recuperação dos despojos foi provocada pela ação do jornalista Humberto Moreira acatada pela Secretaria Municipal de Cultura. Na denúncia constava que “os restos mortais estavam sepultados sob o piso de uma lanchonete”. Nas investigações essa possibilidade foi descartada, mas o Padre Elênio descobriu, conversando com paroqueanos, que a Sala dos Dízimos, em determinada época funcionava como uma espécie de lanchonete.
 
 
Larissa Guimarães e Carlos Freitas durante verificação dos despojos de Mariana Barreto
 
Felizmente o assunto parece estar encerrado. A recuperação dos despojos se dá, na realidade 215 anos depois do sepultamento. “Na realidade, já estava cumprindo o princípio bíblico de que a matéria volta ao pó. Espero, sinceramente, que a contemporaneidade tenha cumprido sua parte na recuperação dessas instâncias espirituais e que a sociedade possa render as justas homenagens a esta mulher importante para a história da cidade”, concluiu o secretário.
 

sábado, 11 de setembro de 2010

Escavação à procura dos despojos de Mariana Barreto

Orávio de Campos e o Ministro da Eucarístia, Adaivo Ribeiro
Assim que o Vigário Geral, da Mitra Diocesana de Campos, Monsenhor Joaquim Ferreira Sobrinho der a autorização, a Secretaria Municipal de Cultura vai coordenar as escavações na Igreja de São Sebastião à procura dos despojos da heroína Mariana Barreto, contando, para isso, com o apoio do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal – COPPAM.

A informação é do secretário, professor Orávio de Campos Soares que, nesta quinta-feira, esteve no distrito para apurar denúncia formulada pelo conselheiro Humberto Moreira, do Conselho Municipal de Cultura, dando conta de que “os depojos estariam sepultados sob uma lanchonete vizinha à igreja”, fato este que, felizmente, não se confirmou.

APURAÇÃO

No distrito, o professor Orávio manteve contato, primeiramente, com as paroqueanas Margarida Henrique dos Santos e com Maria Geni Cordeiro Moço, esta com 80 anos, a maioria dedicada à fé em São Sebastião. “Foi importante a contribuição dessas senhoras para a elucidação do caso. Afinal onde se encontram os restos mortais da heroína?”, comentou o secretário de cultura.

A paroquiana  Maria Geni Cordeiro Moço
O secretário salientou que recebeu informações precisas de que na reforma geral da igreja, (construída no século XVIII, na época do Barão de São Sebastião) os restos mortais foram encontrados e, como nas obras foram retirados os pisos de madeira soterrando o antigo porão do templo, “mandei colocar os despojos numa caixa de madeira”, disse D. Maria Geni.

O encarregado de acompanhar o restauro à época, o ministro da Eucaristia Adaivo Ribeiro, disse que “a caixa não se encontra sob o piso da lanchonete e sim em outro local”, que seria indicado, logo depois, com a presença do administradr Paroquial, Pe. Elênio Barros de Abreu, autorizando que ele prestasse as informações necessárias sobre o assunto.

Administrador Paroquial Pe. Elênio Barros de Abreu


- Foi aqui que encontramos os restos mortais – disse Adaivo, apontando para um espaço ao pé do nicho dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Depois conduziu a equipe à Sala dos Dízimos, onde, segundo ele, mandou cimentar a caixa, quase junto à parede. Diante da importante descoberta, o secretário está enviando ao Vigário Geral autorização para a exumação.


  
Local onde foi encontrado os despojos nos anos 80


Local onde será feita a escavação


MONUMENTO
Embora alguns defendam a possibilidade dos despojos serem transportados para o Panteão dos Heróis, no anexo ao Palácio da Cultura, a comunidade católica de São Sebastião sugere que um monumento seja erguido nos jardins da igreja, com uma placa alusiva e uma publicação falando do empenho de Mariana Barreto na luta contra os Assecas.

 

Igreja de São Sebastião
O secretário Orávio disse que vai levar o assunto ao Prefeito Nelson Nahim e sugerir esta segunda possibilidade, considerando que, quando ainda vivia, a filha de Benta Pereira expressou, por escrito, o desejo de ser sepultada junto ao altar-mór da igreja de São Sebastião. “Retirar os despojos de lá, agora, seria contrariar no devir a vontade da heroína”, finalizou.

BIOGRAFIA

MARIANA BARRETO (de Souza)

Era filha de Pedro Manhães Barreto e Benta Pereira de Souza. Casou-se com Jerônimo Ferreira de Azevedo. De seu casamento teve os seguintes filhos: Pedro Manoel, Ana, Maria, José, Antonio, Jerônimo e Josefa. Por ocasião do seu falecimento, só existiam os dois últimos filhos, isto é, Jerônimo e Josefa. Sabendo-se que José e Maria não chegaram a se casar.

Por outro lado, Manoel e Antonio, foram casados e deixaram filhos. O mesmo aconteceu com Ana que teve uma filha de nome Clara. Mariana Barreto era considerada na sociedade campista uma senhora abastada. A prova é que possuía muitos escravos, assim como muitas terras.

De sua propriedade, era, por exemplo, a Fazenda de Colomins, da qual desmembrara cerca de 200 braças para vender pelo preço de 100 mil réis, 50 das mesmas ao cidadão Felizardo José Manhães e as demais 150 braças passou para dois de seus filhos e para a sua neta Clara, pelo preço de 1 mil réis a braça.

Além disso, Mariana Barreto chegou a possuir em São João da Barra, que nessa época era conhecida por São João da Praia, um bom criadouro e mais uma situação chamada “Ganguela”. Consta que ainda em vida vendeu ao Capitão Manoel Macedo, uma porção de terras que tinha ao lado norte do Rio Paraíba, em frente à propriedade conhecida por “Ganguela”.

Mariana deixou testamento feito em 1º de junho de 1790, isto na residência do Alferes João Manhães Barreto, o qual foi aberto no dia do seu falecimento pelo Dr. José Pinto Ribeiro, que na ocasião tinha o cargo de Ouvidor-Geral e se achava na então Villa de São Salvador. Por outro lado, constituiu herdeiros dos remanescentes de sua terça, depois de pagos alguns legados pios, aos seus filhos e neta Clara, já aqui referidos.

Quanto aos seus testamenteiros, expressou-se desta maneira: “Torno a pedir a meu filho Jerônimo Ferreira Faísca e em segundo lugar a minha filha Josefa Maria de Jesus e em terceiro lugar a Felizardo José Manhães, por serviços de Deus e por me fazerem mercê, queiram aceitar este meu testamento, etc.”.

De Jerônimo Ferreira Faísca, que foi dono da Fazenda Ganguela, procedem os Faíscas, em cujas veias corre o sangue das duas grandes heroínas, Benta Pereira de Souza e de sua filha Mariana Barreto de Souza, as duas mulheres destemidas que nos legaram um exemplo de coragem e abnegação.

No seu testamento, dizia: “Estando no meu perfeito juízo e entendimento que Nosso Senhor me deu, temendo-me da morte e desejando pôr a minha alma no verdadeiro caminho da salvação, por não saber o que Deus Nosso Senhor de mim fará, faço este meu testamento da forma seguinte: Primeiramente encomendo minha alma a Santíssima Trindade”, etc.

Entre outras recomendações faz a seguinte: “Meu corpo será sepultado na Capela do glorioso mártir São Sebastião e amortalhado no hábito de São Francisco e acompanhado do meu reverendo pároco e pelos sacerdotes que se acharem que dirão missas de corpo presente”, etc. Após deixar muitas missas encomendadas e de citar de quem era filha e o lugar em que nasceu, disse que deixava os escravos, João, Timóteo, Sebastião, Joaquim, Domingos, Teodoro, Claudiano, Francisco, Caetana, Maria, Inácia, Bernarda e Merenciana.

O testamento de Mariana Barreto que foi assinado a pedido da testadora por José Antonio Pereira de Carvalho, foi aprovado pelo tabelião ajudante do serventuário Joaquim José da Silva Furtado de Mendonça. O segundo a assinar por solicitação da testadora foi José de Brito e como testemunhas, Manoel da Silva Dias, José Fernandes Pereira, Luiz Caetano de Souza, Vicente de Oliveira e Silva e Manoel José Bastos.

Mariana Barreto de Souza faleceu no dia 22 de dezembro de 1795. Foi sepultada, como pediu, na Capela de São Sebastião, amortalhada no hábito de São Francisco, e acompanhada pelo vigário de São Gonçalo, padre Francisco Rodrigues de Aguiar e por seis sacerdotes que rezaram missa de corpo presente.

Consta que, na época de sua luta junto com Benta Pereira contra os camaristas, entrou na Câmara, prendeu todos os vereadores e os expulsou da Villa de São Salvador, sendo presa e punida com a pena de deportação. Conseguiu, com as riquezas que tinha, comprar o não cumprimento da pena imposta, tanto a ela como aos outros componentes da família, se mantendo na sua terra natal até sua morte.

Assim como seu irmão Francisco Manhães Barreto e sua mãe-heroína Benta Pereira, Mariana Barreto de Souza é hoje nome de rua na sua cidade de Campos dos Goytacazes, que tanto amou e soube defender com destemor.

Pesquisa: Escritor/Pesquisador Hélvio Gomes Cordeiro (membro do Instituto Historiar).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Orávio de Campos é o Coodenador do Fórum de Cultura do Norte Fluminense

Orávio de Campos ao lado de Delmar Cavalcanti, Zeca Barros e Afonso Furtado, da Secretaria de Cultura do Estado, durante o encontro  regional em Quissamã

O secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, é o coordenador do Fórum Regional de Cultura do Norte Fluminense. A indicação ocorreu no último sábado, durante a Conferência de Cultura realizada em Quissamã, com a presença de gestores culturais de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Conceição de Macabu, Cardoso Moreira, Carapebús, Quissamã e Macaé.

A representante oficial, eleita por seus pares, junto ao Plano Estadual de Cultura, de que é coordenador Zeca Barros, é a professora Rossana Barcelos Vieira, de Quissamã; sendo suplente Naenilse da Silva, de São Francisco de Itabapoana. O evento, contou com mais de 200 participantes e a palestra principal ficou a cargo do Dr. Aristides Artur Soffiati Neto, que dissertou sobre a regionalidade cultural passando seu discurso pela cultura do meio ambiente.

 O professor Orávio, de quem surgiu a ideia da integração regional da cultura do norte fluminense, vai convocar, nos próximos dias, uma reuniões com os gestores públicos para estudar estratégias voltadas a composição de um calendário cultural para 2011. “Historicamente estamos ligados, agora só falta tratarmos de nossas produções em conjunto”, finalizou.

Numa disputa das mais acirradas, Antônio Roberto de Góis Cavalcanti, da Empresa KAPITAR Empreendimentos Culturais e Turísticos, foi eleito o representante da sociedade civil da cidade junto ao Plano Estadual de Cultura e em suas mãos estão as propostas inovadoras, que beneficiem os nossos produtores culturais.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Campos tem proposta de integração cultural para encontro de Quissamã


Levando como proposta a integração das culturas regionais, uma caravana de produtores de cultura do município participa, neste sábado, a partir das 9 horas, do Encontro Regional de Cultura do Norte Fluminense, em Quissamã, evento promovido pela Secretaria Estadual de Cultura, visando a elaboração de um Plano Estadual de Cultura que contemple todas as correntes estéticas, desde o erudito até as manifestações folclóricas e populares.

A delegação, com cerca de 46 pessoas, será chefiada pelo secretário, professor Orávio de Campos Soares; e contará com os presidentes da Fundação Cultura Oswaldo Lima, Avelino Ferreira; da Fundação Teatro Trianon, Auxiliadora Freitas; Zumbi dos Palmares, Jorge Luiz Pereira e do diretor do Arquivo Público, museólogo Carlos Freitas. E, por parte da sociedade civil, todas as entidades que participam do Conselho de Cultura.

A conferência de abertura do acontecimento estará a cargo do Dr. Aristides Artur Soffiati Neto, professor da Universidade Federal Fluminense. Ele abordará o assunto “História e Cultura da Região do Norte Fluminense”, oferecendo uma abertura para que se possa pensar numa promoção cultural integrada. Para o professor Orávio de Campos Soares, “é preciso estabelecer parcerias em função da construção de uma identidade regional”.

A reunião será presidida pelo intelectual Zeca Barros, Coordenador Geral do Plano Estadual de Cultura e sua equipe que, antes de chegar à regionalidade, realizou, pontualmente, reuniões em todas as cidades, como Campos dos Goytacazes, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Cardoso Moreira, Quissamã, Careapebús, Conceição der Macabu e Macaé. A delegação de Campos vai sair nesta manhã, às 6h30min do Palácio da Cultura.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Monumento à Benta Pereira instalado no Jardim São Benedito

 
A efígie de Benta Pereira, desaparecida desde que a praça Hélio Póvoa foi demolida para a construção da Ponte Rosinha Garotinho, acaba de ser repecurada pela secretaria Municipal de Cultura e instalada junto aos jardins da Academia Campista de Letras, a partir de um entedimento entre os membros daquela casa que reúne a inteligência do município. Para que isso acontecesse, o secretário Orávio de Campos Soares contou com a colaboração do secretário de Obras e Urbanismo, César Romero Braga e com o dr. Rodrigo Ribeiro Gomes, da Conenge Engenharia, a quem coube a restauração do monumento composto de três pedras de mármore branco sobrepostas, tendo na parte superior a efígie da heroina. Para o trabalho, a empresa teve que remover cerca de três centímetros de cal, fruto de inúmeras caiações indevidas. “Agora o mármore voltou à sua originalidade e o monumento ficou mais bonito pela valorização de uma placa alusiva ao feito, contendo, inclusive, um expressivo texto de autoria da professora Arlete Sendra”, informou o secretário de Cultura. A (re) inauguração da única peça histórica que homenageia a heroina das Quatro Jornadas contra o domínio dos Assecas vai ser promovida pelos imortais da Academia Campista de Letras, atualmente presidida pelo jurista e intelectual Dr. Elmar Martins.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

História e memória do tempo dos Assecas

   A antiga fazenda do Visconde de Asseca, cuja descendência brigou, por muitos anos e jornadas, contra os fazendeiros e posseiros liderados pela heroína Benta Pereira, e sua filha Mariana Barreto, está perdida no meio do avanço urbanístico do bairro que leva o seu nome e se conurba com Donana, portal da Baixada, aonde estão vivas no imaginário popular as sanhas do Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, personagem do escritor José Cândido de Carvalho. De toda geografia da imensa pradaria onde o sol não tem como se esconder (e assim assevera os verbos amantes de Azevedo Cruz) restou apenas a Capela de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da fazenda extenuada pelo tempo responsável pelos avanços das novas tecnologias de produção capitalista. É o mais antigo e importante dos templos por inserir nas terras goytacazes a ritualidade do cristianismo barroco, por ação competente dos prelados jesuítas. Para os lados do Itaoca, há, ainda, resquícios da cana-de-açúcar mantida por algum sitiante teimoso e que não percebeu, ainda, o lamento final de seu ciclo que, durante mais de três séculos alimentou a escravidão e os poderosos senhores de engenhos. Pelos aceiros, além de um produto mirrado, sem maior grau de sacarose, muito mato, um gado ruminando na engorda e a ausência da casa grande, do bangüe e do correr-de-casas – lugar-senzala da escravada. SER E TEMPO – Hoje, em toda a região, outrora apinhada de engenhocas e usinas, somente a São José, perto dalí, mantém fumegando suas torres, sinal de que a gula de suas moendas está sendo alimentada, apesar da dificuldade de se conseguir matéria-prima. A única testemunha viva do apogeu da Fazenda do Visconde, assim mesmo por ouvir dizer, é Benedito Bastos, 88 anos registrando as mudanças na paisagem verdejante e nos costumes ancestrais. Revelou ser, ainda, administrador da “fazenda”, da família do Dr. Paulo Carneiro. O neto Rodrigo Bastos, 23, auxilia o avô contando coisas de memória. A casa grande ficava à direita, cerca de 500 metros da capela, quase junto à antiga estrada de São Gonçalo. As senzalas desciam pelo além do cercado, planejado no lado norte da igrejinha. Tinha árvores frondosas, currais para o gado e até mesmo lugar destinado à reprodução de negros e a fortuna dos senhores. No interior da capela, de barroco português, existe um clima sacro, embora as imagens miúdas se percam nos oratórios suntuosos. Mas vem sendo usado, ainda, o elevado do coro e consistório, púlpito e altar para missas tridentinas e seteiras contra ataques dos nativos. Todo domingo tem missa no santuário e os cânticos são únicos e não competem, mais, com o batuque dos jongos da negada se divertindo na porta das senzalas. Benedito lembrou-se das 77 festas realizadas enquanto zelador de Nossa Senhora do Rosário. “Muitos foram os que contribuíram”. Citou o fazendeiro Nilto Fonseca, da região do Cundo, “pessoa amiga que a irmandade muito deve pela dedicação durante muitos anos”. Este ano as festas serão nos dias 29, 30 e 31 de outubro. “A data cerca é 7 de outubro, mas as festas coincidem com a data em que a santa foi entronizada no altar”. - Há duas imagens originais guardadas a sete chaves. Se deixarmos aqui podem ser roubadas por colecionadores. Só na procissão é que a importante peça sacra é mostrada aos fiéis – lembra Rodrigo, enquanto ajuda no recolhimento de adobes gigantes saídos do solar do Visconde, demolido nos anos 50, “quando era prefeito José Alves de Azevedo, que começou a vida como padeiro e era filho do amigo João Carusinho”, acrescenta Benedito Bastos. MEMÓRIA – Pintada de branco e janelas azuis, a capela, tombada pelo IPHAN, mantém um jardinzinho singelo carecendo de mais trato. Uma quaresmeira oferece aos visitantes buquês lilás de sua produção de inverno. O céu abre cortinas cinzentas e mostra um azul sem igual no mundo e de todas as palmeiras, (marca do poderio dos barões, condes e viscondes) testemunha de dramas e conquistas, restou apenas uma com suas palmas erguidas para céu em ato penitente. Nos antigos massapês nascem prédios e estradas. Não vai demorar muito e a história será outra que a contemporaneidade decidir ser mais importante. Todavia, pode-se perceber a aura de um lugar tecido pelo imaginário: Aceiros apinhados de escravos, senhores caminhando ao lado das sinhás, cambonas puxando canas pros bangüês e ladainhas singelas cantadas por madonas. Dos assecas, por enquanto, só restou a memória, que também pode ser esquecimento.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

IPHAN apresenta projeto para reforma do Solar de Santo Antonio

As reformas do Solar de Santo Antonio, onde está instalado o Asilo Nossa Senhora do Carmo, responsável por 78 idosos, vão ser agilizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN -, a partir do mês de outubro, anunciou ontem o superintendente regional do órgão no Rio de Janeiro, Dr. Carlos Fernando Souza Leão de Andrade, durante a reunião de ontem do COPPAM – Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal. O encontro, considerado dos mais proveitosos pelo seu presidente, o secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, reabriu o diálogo entre o IPHAN e o governo municipal, a quem caberá a construção de um Centro de Referência ao Idoso, numa área desapropriada nas proximidades, para permitir a transferência dos assistidos pelo Asilo, já que o anexo onde se encontram será demolido por contrariar lei específica sobre o assunto. CASA TERRA – O assunto mais polêmico da reunião do COPPAM, no entanto, ficou por conta da demolição da Casa Terra, em virtude um dado novo surgido nos últimos dias. É que, em julgamento monocrático de segunda instância, em parecer publicado em 28 de maio deste ano. Os conselheiros votaram e a maioria foi favorável ao escoramento técnico do prédio, havendo, ainda, a sugestão de desapropriação para que no espaço seja instalada a Escola Municipal de Música.
O argumento usado pelos conselheiros que votaram contra a demolição aclara que os motivos são considerados frágeis e que “uma concessão dessa natureza pode levar a uma série de demolições de prédios históricos para que os terrenos se transformem, como vem ocorrendo há anos, em estacionamento de automóveis, abrindo uma cárie no cenário histórico da cidade”. A presença do superintendente Dr. Carlos Fernando, segundo o presidente do COPPAM, foi altamente importante, também, para o programa de crescimento das casas de cultura da municipalidade. “O pedido que fizemos para a ocupação das estações de Mussurepe, Santa Cruz, Dores de Macabú, Vila Nova, Santa Maria e Santo Eduardo, será refeito e desta vez com o pedido formal do prefeito em Exercício, Dr. Nelson Nahim”, informa Orávio. Outro anúncio feito pelo superintendente do IPHAM esclarece o interesse do órgão do governo federal pelo acervo do Monitor Campista. “Conseguimos recursos da ordem de R$ 700 mil para a preservação e digitalização do acervo do jornal”, fechado em 15 de novembro do ano passado pelos Diários Associados. “Depois, precisamos de um espaço para guardar esta memória viva da história do cidade, desde 1834, data da fundação do jornal”. Diante da promessa da secretaria de Cultura em restabelecer o cenário original da Capela de Santo Inácio de Loiola, no Solar do Colégio, onde funciona atualmente o Arquivo Público Municipal, Dr. Carlos Fernando deixou claro que “devolverá à cidade os dois altares barrocos que hoje se encontram no Museu Histórico Nacional”. O COPPAM voltará a se reunir na próxima terça-feira, a partir das 9 horas da manhã, para dar parecerem técnicos em processos de consultas de obras ou negociações envolvendo prédios situados nas consideradas Áreas Especiais de Interesse Cultural.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Encontro reúne gestores para debater Plano Estadual de Cultura


O Secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, recepcionou ontem o Coordenador do Plano Estadual de Cultura, Zeca Barros, que aqui veio, com sua equipe de trabalho, para debater com os gestores culturais da cidade os seus problemas e dificuldades, além de identificar os meios de solucioná-los.

O encontro ocorreu no Teatro de Bolso Procópio Ferreira e contou com cerca de 70 pessoas e com o apoio da presidente da Fundação Teatro Municipal Trianon, Maria Auxiliadora Freitas: e presidente da Fundação Cultural Zumbi dos Palmares. Do Governo do Estado, estiverem presentes o coordenador do Sistema Cultural, Delmar Cavalcanti; a documentarista Paola Telles e da jornalista Daniela Camargo.

O objetivo do Encontro foi o de criar, também, um processo de construção para uma política cultural no Estado do Rio de Janeiro, respeitando as especificidades e identidades culturais de cada uma das regiões do estado. “Todas as idéias juntas, poderemos criar um plano estadual representativo de nosso estado”, disse. Após o almoço, aconteceu uma apresentação jongueira com o Núcleo de Arte e Cultura de Campos – Cia. Gente de Teatro.

Zeca anunciou, também, assim que terminar as reuniões temáticas em todos os 92 municípios, a realização de encontro regional de cultura, no mês de agosto, no município de Quissamã. Em seguida, Zeca participou de um amplo debate, anotando e identificando os principais aspectos culturais do município, tanto nas artes plásticas, dança, música, teatro, artesanato, literatura, etc.

- Esse encontro tem uma importância fundamental para nós gestores de cultura, na medida em que o governo do estado abre e cria novas perspectivas para a criação de planos mais efetivos para a cultura de nosso município – informou o Secretário, ao final do evento, após ampla discussão sobre as potencialidades sociais, culturais e turísticas do município de Campos dos Goytacazes.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

COMCULTURA propõe novo modelo para Prêmio Alberto Ribeiro Lamego



O Prêmio de Cultura Alberto Ribeiro Lamego, destinado ao reconhecimento do trabalho prestado à comunidade pelos gestores culturais do município, de todas as correntes estéticas, será retomado este ano. A sugestão foi apresentada, como proposta, aos membros do Conselho Municipal de Cultura, em sua última reunião (dia 5), presidida pelo seu presidente, o professor Orávio de Campos Soares.

Na justificativa, o presidente salientou que “estamos vivemos um momento importante do surgimento de novos talentos em difrerentes áreas culturais e é preciso que o gestor público tenha a sensibilidade de reconhecer estas pessoas, que dignificam a produção do pensamento sensível e emocional da urbe”. O assunto voltará à pauta para um debate sobre o novo modelo a ser assumido.

EFÍGIE DE BENTA PEREIRA – Outro assunto discutido na reunião foi o encontro do monumento contendo a efígie de Benta Pereira, retirada da avenida Hélion Póvoa pela empresa que construiu a Ponte Rosinha Garotinho. “A valiosa peça já está sendo recuperada pela Conenge Engenharia e será colocada na ala direita da entrada do prédio da Academia Campista de Letras, no Jardim São Benedito.

“O conselheiro Vilmar Rangel, colaborador da Secretaria de Cultura, havia sugerido a edificação em outros espaços, como a avenida XV de Novembro e/ou Praça das Quatro Jornadas, mas, monocraticamente, tivemos que tomar uma decisão energencial, em virtude da urgência da recuperação do monumento”, justificou o professor Orávio.

Por proposta do presidente, que, atualmemente, também preside o Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal – COPPAM - os conselheiros Antonio Luiz Baldan Gusmão, Carlos Roberto Bastos Freitas, Dalton Luiz da Silva Freire, Fabrício de Souza Lima, Joel Ferreira Melo, Maurício de Moura Caldas Xexéo e Silvio Gregório Gomes Viana, também acolheram proposta da criação de uma Câmara Técnica para definir políticas voltadas para a indicação do tombamento de bens imateriais.

Dentre algumas sugestões de tombamento, “está a Mana-Chica do Caboio, reconhecida pelo Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luis da Câmara Cascudo, como uma dança tradicional da cidade de Campos dos Goytacazes”. Há, ainda, outros tombamentos, como as escolas de samba União da Esperança e Mocidade Louca, prevendo-se, ainda, o reconhecimento do chuvisco como cultura no campo da culinária.

O presidente, aproveita a oportunidade para convidar a comunidade para o Encontro Regional de Gestores de Cultura da Região Norte Fluminense, que acontecerá no dia 14 de julho (próxima quarta-feira) no Teatro de Bolso e contará com a presença de Zeca Barros, Coordenador do Plano Estadual de Cultura.

Para esse encontro, Orávio espera contar com a presença maciça de todas as pessoas ligadas à cultura do município e da região norte-noroeste fluminense, para mostrar aos gestores estaduais que o norte-fluminense possui uma ampla riqueza material e imaterial com grupos detentores de programas importantes no campo da produção cultural.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Secretário de Cultura participa do Programa Petrobras Cultural


O secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos e sua equipe estiveram presentes no lançamento, no último sábado (dia 3), do Programa Petrobrás Cultural – PPC, que prevê investimentos da ordem de 61,2 milhões para 19 áreas de seleção nos campos da Formação Cultural; Preservação e Memória e Produção e Difusão de espetáculos de diferentes correntes estéticas.

No encontro, realizado em Macaé, no qual se fizeram presentes gestores culturais das regiões norte e noroeste fluminense, foram realizadas duas oficinas de como preencher os formulários – pela Lei Rouanet e, também, pelo Programa Petrobrás Cultural -, ocasião em que os presentes puderam, além do aprendizado, fazer perguntas sobre as dúvidas que foram surgindo no decorrer dos trabalhos.

ÁREAS DE ATUAÇÃO
O professor Orávio de Campos, ao elogiar o PPC e a disposição da Petrobrás de ser parceira em projetos culturais, “que expressam o pensamento e a sensibilidade do artista brasileiro”, destacou que na formação de educadores para as artes há a inclusão de ações pedagógicas e materiais.

Na segunda linha, a da preservação da memória, existe abertura para projetos de memória das artes, apoio a museus, arquivos e bibliotecas e a terceira linha prevê projetos para manutenção de grupos e companhias de teatro, manutenção de grupos e companhias de danças; e manutenção de grupos, companhias de circos e trupes.

O secretário informa que existem outras áreas importantes, como as de Audiovisual, Cultura Digital, Literatura, Música, Gravação de CDs, Turnês de Shows/Concertos. Os interessados deverão estar ligados nas informações sobre o processo seletivo. As datas estão no www.petrobras.com.br/ppc.

Outras informações preliminares poderão ser obtidas, também, na Secretaria Municipal de Cultura localizada à Rua Tenente Coronel Cardoso, 91; ou pelo Telefone (22) 2724.0516.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Conselho do Patrimônio define o novo regimento


Conselho debateu amplamente o seu Regimento Interno

Em busca de definições políticas e diretrizes técnicas para seu funcionamento, reuniuram-se nesta manhã, nas dependências da Secretaria de Cultura, os membros do Conselho do Patrimônio Cultural e Arquitetônico Municipal – COPPAM -, contando com os membros da sociedades, professores Leonardo Vasconcelos, Humberto Neto das Chagas e Viviane Daher Costa.

O assunto principal da pauta foram as mudanças necessárias à modernização do Regimento Interno e, pela primeira vez, os debates foram democratizados, considerando que, seguindo o pensamento da prefeita Rosinha Garotinho, “precisamos construir uma política de preservação cultural e patrimonial que reúna as principais tendências atuantes do município”.

Por parte do Governo Municipal estiveram presentes o secretário Municipal de Obras e Urbanismo, César Romero Braga, Subsecretário da Defesa Civil, Capitão Édison Pessanha; Diretor do Arquivo Público, Carlos Roberto Freitas; e o Secretário do Desenvolvimento Econômico e Petróleo, Eraldo Bacelar da Silva.

Para o secretário de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, atualmente presidindo o COPPAM, “a reunião foi altamente positiva quanto ao regimento e, também, pela discussão em torno da criação das Câmaras Técnicas que, a partir da aprovação do documento, poderá se estender à preserevação material, natural e imaterial da comunidade”.

A próxima reunião está marcada para a próxima terça-feira, às 9 horas, também na Secretaria de Cultura, desta vez com uma pauta que visa examinar processos de reformas e preservação de bens arquitetônicos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ao Livro Verde integrará roteiro cultural da cidade


Registrada no Guinness Book como a livraria mais antiga do país, Ao Livro Verde, empresa presidida pelo comerciante Ronaldo Sobral, está comemorando 166 anos de fundação e, como presente, vai receber indicação do vereador Carlos Alberto Marques Nogueira (Albertinho), para que conste no roteiro turístico, considerando ser ela testemunha viva da história da cidade durante todos estes anos.

A decisão ocorreu nesta sexta-feira, na reunião realizada no Cyber Café de Ao Livro Verde, com a presença do camarista, seu assessor Gilmar Silva Caldeira; do secretário de Cultura, professor Orávio de Campos Soares; e do diretor da Biblioteca Municipal, Mauricio Xexeo. Na ocasião, o comerciante agradeceu a sensibilidade do governo Rosinha Garotinho para com o patrimônio do município.

HISTÓRIA
Empresa fundada em 13 de junho de 1844 pelo lusitano José Vaz Corrêa Coimbra, Ao Livro Verde instalou em Campos uma das primeiras tipografias. E o que é mais importante: manteve a casa com as mesmas características comerciais, o que permanece até os dias de hoje, só que com um toque de modernidade, aliás, como soe acontecer com as mais importantes livrarias do país.

Além da indicação, a ser apresentada na próxima terça-feira, uma vez que o assunto já se encontra agendado pelo Legislativo, a marca Ao Livro Verde poderá se transformar em patrimônio cultural imaterial. O professor Orávio de Campos anunciou que vai fazer a indicação na próxima reunião, terça-feira próxima, do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal – COPPAM.

Ao Livro Verde, que funciona no mesmo prédio de sua fundação, à Rua Teotônio Ferreira de Araújo (antiga Barão de Cotegipe), teve seu primeiro anúncio publicitário publicado pelo Monitor Campista (jornal recentemente fechado pelos Diários Associados) em sua edição de 02 de julho de 1944.

O secretário de Cultura, referindo-se Ao Livro Verde, elogia a iniciativa de Albertinho e salienta que “sem dúvida, trata-se de uma raridade. Precisamos nos ufanar de termos a mais antiga livraria do Brasil, embasando a realidade de ser esta cidade, um importante núcleo intelectual do Estado do Rio de Janeiro”.

LIVRARIAS DA CIDADE

Livraria Noblesse
Av. Rui Barbosa, 1073
Centro - Campos dos Goytacazes - RJ
Telefone: (22) 2723-7222

Estação 28 Livro Ltda ME
R. João Pessoa, 70 s 108
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-250
Telefone: (22) 2722-4477

Inforjus Livros Informativos Ltda
Rua dos Andradas 60
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-000
Telefone: (22) 2735-6336

Livraria Castelo
Av. Rui Barbosa 1101 lj 18b
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-170
Telefone: +55 (22) 2733-0450

Livraria Diálogo e Cultura
R. Dr Lacerda Sobrinho, 83
Centro - Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-076
Telefone: (22) 2735-2595

Livraria e Papelaria Livro Verde Ltda
Rua Governador Teotônio Ferreira Araújo, 66/68
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28081-420
Telefone: (22) 2726 -1080

Livraria Espírita
Av Pelinca, 207 bl 1 lj 11
Parque Tamandare - Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28035-053
Telefone: (22) 2723-8177

Livraria Evangélica Vida e Luz
R. 21 Abril, 235 B lj 6
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-170
Telefone: (22) 2723-0640

Sempre Nobre Livros e Impressos Ltda
Tv Carlos Gomes, 10
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-020
Telefone: (22) 2722-5788

Sempre Nobre Presentes Ltda
Av. Rui Barbosa, 1073
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-005
Telefone: (22) 2722-1887

W T Castro Livraria e Papelaria Ltda
R. Visc Itaboraí, 169
Parque Rosário - Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28027-142
Telefone: (22) 2735-0003

terça-feira, 22 de junho de 2010

COPPAM inicia atividades e busca solução para Casa Terra



A primeira reunião do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal de Campos- COPPAM - ocorreu na noite desta segunda-feira (21) no Palácio da Cultura, e contou com a presença dos Secretários Municipais de Cultura, Orávio de Campos Soares, da Defesa Civil, Marco Antonio Soares da Silva, César Romero Braga e do Procurador-Adjunto, Dr. José Olimpio Siqueira da Silva e Carlos Freitas, da Fundação Jornalista Oswaldo Lima, que, juntamente com os conselheiros Leonardo Vasconcellos da Silva e Humberto Neto das Chagas, nomeados pela portaria nº 305/2010, publicada no Diário Oficial de 18 de maio último, debateram, entre outros assuntos, a situação da Casa Terra.

Estiveram presentes, ainda, três comerciantes da área onde se localiza a Casa Terra. São Eles: João Elias Naked, da Cajorpa, e Fernando Volotão, da Casa dos Puxadores; e Expedido Coleto, do Restaurante Opção 21, o que deu um tom altamente democrático à reunião.

O secretário de Cultura, considerou positiva a reunião uma vez que, pela primeira vez, membros da sociedade civil organizada e membros do governo municipal puderam sentar frente à frente para debater questões como a preservação do patrimônio arquitetônico da cidade. Além da Casa Terra, os conselheiros e visitantes ficaram cientes da situação em que se encontra os edifícios do Museu de Campos, que também está sendo restaurado, e da Sociedade Musical Lira de Apolo, para a qual restam apenas alguns detalhes para o início das obras.

Os conselheiros e membros da sociedade resolveram que vão estudar o Plano Diretor da cidade, e sua regulamentação para, então, apresentar proposta de mudanças à prefeita Rosinha Garotinho, que tem se mostrado muito sensível quanto a essa causa, tendo, inclusive, determinado a execução de um projeto de revitalição do centro histórico da cidade.

O próximo encontro dos conselheiros e convidados será no próximo dia 29 deste mês, a partir das 9 horas da manhã, na sala de Reuniões da Campos-Luz.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Campos vai contar com um Museu de Arte Sacra

Oswaldo Almeida, presidente da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e o secretário de Cultura, Orávio de Campos, na Igreja de São Francisco

A cidade de Campos dos Goytacazes, uma das mais antigas do país, já que é resultante da criação da Capitania de São Tomé, finalmente, poderá ganhar um Museu de Arte Sacra, contando com um acervo representativo da colonização da Companhia de Jesus, e, também, da presença de outros religiosos, como beneditinos, salesianos, franciscanos e dominicanos.

O anúncio foi feito ontem pelo secretário municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, depois de uma visita à Igreja de São Francisco, um dos relicários da arte religiosa da região e que guarda uma série de peças raras do barroco português, como altares e imagens, isso sem falar nos carrilhões e nichos valiosos, com destaque para a capela dedicada à Santa Clara.

No templo, onde foi celebrada a primeira missa na ainda Vila de São Salvador, na segunda metade do Século XVII, o secretário foi recebido prelo presidente da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, Oswaldo Almeida, cuja ação em função da criação do museu começou há algum tempo e conta, no momento, com a contribuição de técnicos ligados ao INEPAC.

- Mantivemos um encontro de alto nível e a Ordem Terceira sabe que pode contar com mais uma parceria no sentido da criação de um museu dinâmico e didático para que as futuras gerações possam conhecer sua história – disse Orávio, muito animado com a possibilidade de se construir em Campos um roteiro turístico tendo como base o museu de Arte Sacra.

Outra ideia, já debatida com o setor de turismo da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, fixa a criação, ainda, de um roteiro religioso, que começaria na Capela de Nossa Senhora do Rosário, na antiga Fazenda do Visconde, em Donana, e se estenderia à matriz de Santo Amaro, passando pela capela de Campo Limpo, Solar do Colégio e o Mosteiro de São Bento.

Os corredores da igreja estão em obras, mas o presidente da Ordem diz não ter pressa na execução do projeto. “Temos que evitar a correria para que possamos edificar um museu perfeito, com reserva técnica, segurança, salas de aulas, setor de documentação e audiovisual”, lembrou Oswaldo Almeida, ao final da visita do secretário Orávio de Campos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Membros do Coppam tomam posse


Em solenidade simples realizada ontem à noite, no Auditório Prata Tavares, localizado no Palácio da Cultura, membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal – COPPAM - tomaram posse. A solenidade presidida pelo Secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, contou com a presença de membros da sociedade preocupados com a preservação da história da cidade, como engenheiros e arquitetos.

A professora Dra. Teresa Peixoto Faria, diretora do CCH – Centro de Ciências do Homem – da UENF ministrou palestra com o tema “Patrimônio Histórico – A necessidade de Preservação”, explicando a importância da preservação dos prédios históricos como fator cultural.

Em seguida, o secretário deu posse aos seguintes membros do COPPAM: César Romero Ferreira Braga (Secretário Municipal de Obras e Urbanismo); Humberto Samyn Nobre Oliveira (Secretário Municipal de Meio Ambiente); Edison Pessanha Braga (Defesa Civil); Eraldo Bacelar da Silva (Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo); Carlos Roberto Bastos Freitas (Museólogo da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Diretor do Arquivo Público Municipal); Dr. José Olimpio dos Santos Siqueira (Subprocurador Adjunto do Município); Alvaro José Cruz Pessanha (Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado); Roberto da Luz Gomes (Instituto Estadual de Patrimônio Cultural – INEPAC); Manoel Vieira Gomes Júnior (IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Artistico e Nacional); e os representantes da sociedade civil: Leonardo Vasconcellos da Silva, Viviane Daher Costa, Humberto Neto das Chagas e Denilson Sales de Souza.

Fizeram uso da palavra o conselheiro Dr. Denilson Sales de Souza; e o presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, professor Avelino Ferreira. O primeiro ato dos conselheiros será a elaboração de um regimento que contemple as ações necessárias voltadas para a preservação não só do patrimônio material, mas, também, da imaterialidade.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tetê Peixoto palestra na posse do COPPAM



 A professora Dra. Teresa Peixoto Faria, diretora do CCH – Centro de Ciências do Homem - da UENF - foi a palestrante, nesta segunda-feira (14) na posse dos membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal – COPPAM -, nomeado pela prefeita Rosinha Garotinho. Ela dissecou o tema “Patrimônio Histórico – A Nessidade de Preservação”, falando de sua experiência como arquiteta em fase de pós-doutorado na Universidade de Paris, na França.

Agora instalado na Secretaria Municipal de Cultura, o Conselho vai abrir seu leque de atuações, entrando, inclusive, no campo da preservação imaterial, como consta do Plano Diretor da cidade, declarou o secretário municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, para quem o primeiro ato do conselho será a atualização do seu regimento interno, permitindo, inclusive, a criação de câmaras especiais para tratar de assuntos do patrimônio municipal no seu todo.

CONSELHEIROS

Representam o governo municipal no COPPAM, o professor Orávio de Campos (Secretário Municipal de Cultura); César Romero Ferreira Braga (Secretário Municipal de Obras e Urbanismo); Humberto Samyn Nobre Oliveira (Secretário Municipal do Meio Ambiente); Edison Pessanha Braga (Defesa Civil); Eraldo Bacelar da Silva (Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo); Carlos Alberto Bastos Freitas (Museólogo da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima); e Dr. José Olimpio dos Santos Siqueira (Subprocurador Adjunto).

 Álvaro José Cruz, representa a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico; o professor Roberto da Luz Gomes, é o indicado elo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC -; e o pesquisador Manoel Vieira Gomes Júnior é o representante do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.

Da sociedade, eleitos na Conferência de Preservação do Patrimônio Municipal, realizada o dia 21 de novembro do ano passado, tomarão posse os professores Leonardo Vasconcellos Silva, Viviane Daher Costa, o arquiteto Humberto Neto das Chagas e o advogado Denílson Sales de Souza.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Secretário de Cultura debate preconceitos em Quissamã


O secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, participou, como um dos expositores, da reunião da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional, realizada no vizinho município de Quissamã, numa iniciativa da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ.

Antenado com as questões dos preconceitos oriundos das relações afro-descendentes, o professor Orávio, que faz parte da Rede Brasileira Folkcomunicação e da Sociedade Brasileira de Estudos da Comunicação, falou sobre a tendência da diluição das discriminações raciais no novo discurso em que “todas as pessoas, de todas as raças, formam a nova discriminação social”.

Sobre a religiosidade, chamou a atenção para o formato pós-moderno do colonialismo, citando que o “cristianismo foi a primeira multinacional instalada no Brasil, através da Companhia de Jesus”. Nesse sentido disse da existência, ainda, da visão discricionária das religiões afro-brasileiras. “Facções religiosas satanizam os rituais e se apropriam de seus fundamentos”.

A comissão da ALERJ é presidida pela deputada Beatriz Santos e os trabalhos foram organizados pelo presidente da Câmara de Quissamã, Nilton Pinto através de sua equipe de trabalho. Os assuntos mais polêmicos renderam muitos debates. O professor Orávio deixou clara a idéia de que “temos que construir a integração social e nos preparar para o futuro, que será muito risonho para o Brasil”.