quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Exumados os despojos da heroína Mariana Barreto

Os restos mortais da heroína Mariana Barreto, filha de Benta Pereira, que estavam sepultados debaixo do piso da Sala dos Dízimos da Igreja de São Sebastião, foram exumados, nesta terça-feira (05/10), numa iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura, com a supervisão do museólogo Carlos Roberto Bastos Freitas, diretor do Arquivo Público e com o apoio de Rodrigo Ribeiro Gomes, diretor da Conenge Engenharia.

Orávio de Campos e Carlos Freitas, acompanhando a escavação 

O trabalho de recuperação das relíquias da heroína, que durou quase o dia todo, foi acompanhado pelo secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares; da pesquisadora Maria Lucia Bittencourt da Fonseca; da assistente do Arquivo Público, Larissa Manhães; e dos padres Elênio Abreu e Lenilson Alves, além do Ministro da Eucaristia Adaivo Ribeiro. Nas pesquisas participaram, ainda, os operários Rony Lopes e Maicon Olegário.


Carlos Freitas e os operários durante a escavação

MONUMENTO
O professor Orávio de Campos informou que os despojos recolhidos serão depositados numa pequena urna e colocada numa campa a ser construída no mesmo espaço da Sala dos Dízimos. “É que o padre Elênio achou por bem cumprir o que estabelece o testamento da Mariana Barreto, dando conta de que ela seria (como foi) sepultada na igreja de São Sebastião em ato religioso acompanhado pelos prelados”.

- Do lado de fora, num jardim localizado à esquerda do templo, construído em 1730, em área doada pelo Visconde de São Sebastião, será erguido um momento alusivo aos feitos da heroína. “As novas gerações precisam conhecer sua história voltada para a defesa das nossas instituições, numa época difícil em que a Coroa Portuguesa agia com os que se sublevavam contra suas decisões absolutistas”, lembrou o secretário.
 
 
Parte dos despojos encontrados


Padre Elênio (E) e Orávio de Campos conversam logo após a descoberta dos despojos de Mariana Barreto

A recuperação dos despojos foi provocada pela ação do jornalista Humberto Moreira acatada pela Secretaria Municipal de Cultura. Na denúncia constava que “os restos mortais estavam sepultados sob o piso de uma lanchonete”. Nas investigações essa possibilidade foi descartada, mas o Padre Elênio descobriu, conversando com paroqueanos, que a Sala dos Dízimos, em determinada época funcionava como uma espécie de lanchonete.
 
 
Larissa Guimarães e Carlos Freitas durante verificação dos despojos de Mariana Barreto
 
Felizmente o assunto parece estar encerrado. A recuperação dos despojos se dá, na realidade 215 anos depois do sepultamento. “Na realidade, já estava cumprindo o princípio bíblico de que a matéria volta ao pó. Espero, sinceramente, que a contemporaneidade tenha cumprido sua parte na recuperação dessas instâncias espirituais e que a sociedade possa render as justas homenagens a esta mulher importante para a história da cidade”, concluiu o secretário.
 

sábado, 11 de setembro de 2010

Escavação à procura dos despojos de Mariana Barreto

Orávio de Campos e o Ministro da Eucarístia, Adaivo Ribeiro
Assim que o Vigário Geral, da Mitra Diocesana de Campos, Monsenhor Joaquim Ferreira Sobrinho der a autorização, a Secretaria Municipal de Cultura vai coordenar as escavações na Igreja de São Sebastião à procura dos despojos da heroína Mariana Barreto, contando, para isso, com o apoio do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal – COPPAM.

A informação é do secretário, professor Orávio de Campos Soares que, nesta quinta-feira, esteve no distrito para apurar denúncia formulada pelo conselheiro Humberto Moreira, do Conselho Municipal de Cultura, dando conta de que “os depojos estariam sepultados sob uma lanchonete vizinha à igreja”, fato este que, felizmente, não se confirmou.

APURAÇÃO

No distrito, o professor Orávio manteve contato, primeiramente, com as paroqueanas Margarida Henrique dos Santos e com Maria Geni Cordeiro Moço, esta com 80 anos, a maioria dedicada à fé em São Sebastião. “Foi importante a contribuição dessas senhoras para a elucidação do caso. Afinal onde se encontram os restos mortais da heroína?”, comentou o secretário de cultura.

A paroquiana  Maria Geni Cordeiro Moço
O secretário salientou que recebeu informações precisas de que na reforma geral da igreja, (construída no século XVIII, na época do Barão de São Sebastião) os restos mortais foram encontrados e, como nas obras foram retirados os pisos de madeira soterrando o antigo porão do templo, “mandei colocar os despojos numa caixa de madeira”, disse D. Maria Geni.

O encarregado de acompanhar o restauro à época, o ministro da Eucaristia Adaivo Ribeiro, disse que “a caixa não se encontra sob o piso da lanchonete e sim em outro local”, que seria indicado, logo depois, com a presença do administradr Paroquial, Pe. Elênio Barros de Abreu, autorizando que ele prestasse as informações necessárias sobre o assunto.

Administrador Paroquial Pe. Elênio Barros de Abreu


- Foi aqui que encontramos os restos mortais – disse Adaivo, apontando para um espaço ao pé do nicho dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Depois conduziu a equipe à Sala dos Dízimos, onde, segundo ele, mandou cimentar a caixa, quase junto à parede. Diante da importante descoberta, o secretário está enviando ao Vigário Geral autorização para a exumação.


  
Local onde foi encontrado os despojos nos anos 80


Local onde será feita a escavação


MONUMENTO
Embora alguns defendam a possibilidade dos despojos serem transportados para o Panteão dos Heróis, no anexo ao Palácio da Cultura, a comunidade católica de São Sebastião sugere que um monumento seja erguido nos jardins da igreja, com uma placa alusiva e uma publicação falando do empenho de Mariana Barreto na luta contra os Assecas.

 

Igreja de São Sebastião
O secretário Orávio disse que vai levar o assunto ao Prefeito Nelson Nahim e sugerir esta segunda possibilidade, considerando que, quando ainda vivia, a filha de Benta Pereira expressou, por escrito, o desejo de ser sepultada junto ao altar-mór da igreja de São Sebastião. “Retirar os despojos de lá, agora, seria contrariar no devir a vontade da heroína”, finalizou.

BIOGRAFIA

MARIANA BARRETO (de Souza)

Era filha de Pedro Manhães Barreto e Benta Pereira de Souza. Casou-se com Jerônimo Ferreira de Azevedo. De seu casamento teve os seguintes filhos: Pedro Manoel, Ana, Maria, José, Antonio, Jerônimo e Josefa. Por ocasião do seu falecimento, só existiam os dois últimos filhos, isto é, Jerônimo e Josefa. Sabendo-se que José e Maria não chegaram a se casar.

Por outro lado, Manoel e Antonio, foram casados e deixaram filhos. O mesmo aconteceu com Ana que teve uma filha de nome Clara. Mariana Barreto era considerada na sociedade campista uma senhora abastada. A prova é que possuía muitos escravos, assim como muitas terras.

De sua propriedade, era, por exemplo, a Fazenda de Colomins, da qual desmembrara cerca de 200 braças para vender pelo preço de 100 mil réis, 50 das mesmas ao cidadão Felizardo José Manhães e as demais 150 braças passou para dois de seus filhos e para a sua neta Clara, pelo preço de 1 mil réis a braça.

Além disso, Mariana Barreto chegou a possuir em São João da Barra, que nessa época era conhecida por São João da Praia, um bom criadouro e mais uma situação chamada “Ganguela”. Consta que ainda em vida vendeu ao Capitão Manoel Macedo, uma porção de terras que tinha ao lado norte do Rio Paraíba, em frente à propriedade conhecida por “Ganguela”.

Mariana deixou testamento feito em 1º de junho de 1790, isto na residência do Alferes João Manhães Barreto, o qual foi aberto no dia do seu falecimento pelo Dr. José Pinto Ribeiro, que na ocasião tinha o cargo de Ouvidor-Geral e se achava na então Villa de São Salvador. Por outro lado, constituiu herdeiros dos remanescentes de sua terça, depois de pagos alguns legados pios, aos seus filhos e neta Clara, já aqui referidos.

Quanto aos seus testamenteiros, expressou-se desta maneira: “Torno a pedir a meu filho Jerônimo Ferreira Faísca e em segundo lugar a minha filha Josefa Maria de Jesus e em terceiro lugar a Felizardo José Manhães, por serviços de Deus e por me fazerem mercê, queiram aceitar este meu testamento, etc.”.

De Jerônimo Ferreira Faísca, que foi dono da Fazenda Ganguela, procedem os Faíscas, em cujas veias corre o sangue das duas grandes heroínas, Benta Pereira de Souza e de sua filha Mariana Barreto de Souza, as duas mulheres destemidas que nos legaram um exemplo de coragem e abnegação.

No seu testamento, dizia: “Estando no meu perfeito juízo e entendimento que Nosso Senhor me deu, temendo-me da morte e desejando pôr a minha alma no verdadeiro caminho da salvação, por não saber o que Deus Nosso Senhor de mim fará, faço este meu testamento da forma seguinte: Primeiramente encomendo minha alma a Santíssima Trindade”, etc.

Entre outras recomendações faz a seguinte: “Meu corpo será sepultado na Capela do glorioso mártir São Sebastião e amortalhado no hábito de São Francisco e acompanhado do meu reverendo pároco e pelos sacerdotes que se acharem que dirão missas de corpo presente”, etc. Após deixar muitas missas encomendadas e de citar de quem era filha e o lugar em que nasceu, disse que deixava os escravos, João, Timóteo, Sebastião, Joaquim, Domingos, Teodoro, Claudiano, Francisco, Caetana, Maria, Inácia, Bernarda e Merenciana.

O testamento de Mariana Barreto que foi assinado a pedido da testadora por José Antonio Pereira de Carvalho, foi aprovado pelo tabelião ajudante do serventuário Joaquim José da Silva Furtado de Mendonça. O segundo a assinar por solicitação da testadora foi José de Brito e como testemunhas, Manoel da Silva Dias, José Fernandes Pereira, Luiz Caetano de Souza, Vicente de Oliveira e Silva e Manoel José Bastos.

Mariana Barreto de Souza faleceu no dia 22 de dezembro de 1795. Foi sepultada, como pediu, na Capela de São Sebastião, amortalhada no hábito de São Francisco, e acompanhada pelo vigário de São Gonçalo, padre Francisco Rodrigues de Aguiar e por seis sacerdotes que rezaram missa de corpo presente.

Consta que, na época de sua luta junto com Benta Pereira contra os camaristas, entrou na Câmara, prendeu todos os vereadores e os expulsou da Villa de São Salvador, sendo presa e punida com a pena de deportação. Conseguiu, com as riquezas que tinha, comprar o não cumprimento da pena imposta, tanto a ela como aos outros componentes da família, se mantendo na sua terra natal até sua morte.

Assim como seu irmão Francisco Manhães Barreto e sua mãe-heroína Benta Pereira, Mariana Barreto de Souza é hoje nome de rua na sua cidade de Campos dos Goytacazes, que tanto amou e soube defender com destemor.

Pesquisa: Escritor/Pesquisador Hélvio Gomes Cordeiro (membro do Instituto Historiar).

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Orávio de Campos é o Coodenador do Fórum de Cultura do Norte Fluminense

Orávio de Campos ao lado de Delmar Cavalcanti, Zeca Barros e Afonso Furtado, da Secretaria de Cultura do Estado, durante o encontro  regional em Quissamã

O secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, é o coordenador do Fórum Regional de Cultura do Norte Fluminense. A indicação ocorreu no último sábado, durante a Conferência de Cultura realizada em Quissamã, com a presença de gestores culturais de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Conceição de Macabu, Cardoso Moreira, Carapebús, Quissamã e Macaé.

A representante oficial, eleita por seus pares, junto ao Plano Estadual de Cultura, de que é coordenador Zeca Barros, é a professora Rossana Barcelos Vieira, de Quissamã; sendo suplente Naenilse da Silva, de São Francisco de Itabapoana. O evento, contou com mais de 200 participantes e a palestra principal ficou a cargo do Dr. Aristides Artur Soffiati Neto, que dissertou sobre a regionalidade cultural passando seu discurso pela cultura do meio ambiente.

 O professor Orávio, de quem surgiu a ideia da integração regional da cultura do norte fluminense, vai convocar, nos próximos dias, uma reuniões com os gestores públicos para estudar estratégias voltadas a composição de um calendário cultural para 2011. “Historicamente estamos ligados, agora só falta tratarmos de nossas produções em conjunto”, finalizou.

Numa disputa das mais acirradas, Antônio Roberto de Góis Cavalcanti, da Empresa KAPITAR Empreendimentos Culturais e Turísticos, foi eleito o representante da sociedade civil da cidade junto ao Plano Estadual de Cultura e em suas mãos estão as propostas inovadoras, que beneficiem os nossos produtores culturais.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Campos tem proposta de integração cultural para encontro de Quissamã


Levando como proposta a integração das culturas regionais, uma caravana de produtores de cultura do município participa, neste sábado, a partir das 9 horas, do Encontro Regional de Cultura do Norte Fluminense, em Quissamã, evento promovido pela Secretaria Estadual de Cultura, visando a elaboração de um Plano Estadual de Cultura que contemple todas as correntes estéticas, desde o erudito até as manifestações folclóricas e populares.

A delegação, com cerca de 46 pessoas, será chefiada pelo secretário, professor Orávio de Campos Soares; e contará com os presidentes da Fundação Cultura Oswaldo Lima, Avelino Ferreira; da Fundação Teatro Trianon, Auxiliadora Freitas; Zumbi dos Palmares, Jorge Luiz Pereira e do diretor do Arquivo Público, museólogo Carlos Freitas. E, por parte da sociedade civil, todas as entidades que participam do Conselho de Cultura.

A conferência de abertura do acontecimento estará a cargo do Dr. Aristides Artur Soffiati Neto, professor da Universidade Federal Fluminense. Ele abordará o assunto “História e Cultura da Região do Norte Fluminense”, oferecendo uma abertura para que se possa pensar numa promoção cultural integrada. Para o professor Orávio de Campos Soares, “é preciso estabelecer parcerias em função da construção de uma identidade regional”.

A reunião será presidida pelo intelectual Zeca Barros, Coordenador Geral do Plano Estadual de Cultura e sua equipe que, antes de chegar à regionalidade, realizou, pontualmente, reuniões em todas as cidades, como Campos dos Goytacazes, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Cardoso Moreira, Quissamã, Careapebús, Conceição der Macabu e Macaé. A delegação de Campos vai sair nesta manhã, às 6h30min do Palácio da Cultura.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Monumento à Benta Pereira instalado no Jardim São Benedito

 
A efígie de Benta Pereira, desaparecida desde que a praça Hélio Póvoa foi demolida para a construção da Ponte Rosinha Garotinho, acaba de ser repecurada pela secretaria Municipal de Cultura e instalada junto aos jardins da Academia Campista de Letras, a partir de um entedimento entre os membros daquela casa que reúne a inteligência do município. Para que isso acontecesse, o secretário Orávio de Campos Soares contou com a colaboração do secretário de Obras e Urbanismo, César Romero Braga e com o dr. Rodrigo Ribeiro Gomes, da Conenge Engenharia, a quem coube a restauração do monumento composto de três pedras de mármore branco sobrepostas, tendo na parte superior a efígie da heroina. Para o trabalho, a empresa teve que remover cerca de três centímetros de cal, fruto de inúmeras caiações indevidas. “Agora o mármore voltou à sua originalidade e o monumento ficou mais bonito pela valorização de uma placa alusiva ao feito, contendo, inclusive, um expressivo texto de autoria da professora Arlete Sendra”, informou o secretário de Cultura. A (re) inauguração da única peça histórica que homenageia a heroina das Quatro Jornadas contra o domínio dos Assecas vai ser promovida pelos imortais da Academia Campista de Letras, atualmente presidida pelo jurista e intelectual Dr. Elmar Martins.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

História e memória do tempo dos Assecas

   A antiga fazenda do Visconde de Asseca, cuja descendência brigou, por muitos anos e jornadas, contra os fazendeiros e posseiros liderados pela heroína Benta Pereira, e sua filha Mariana Barreto, está perdida no meio do avanço urbanístico do bairro que leva o seu nome e se conurba com Donana, portal da Baixada, aonde estão vivas no imaginário popular as sanhas do Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, personagem do escritor José Cândido de Carvalho. De toda geografia da imensa pradaria onde o sol não tem como se esconder (e assim assevera os verbos amantes de Azevedo Cruz) restou apenas a Capela de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da fazenda extenuada pelo tempo responsável pelos avanços das novas tecnologias de produção capitalista. É o mais antigo e importante dos templos por inserir nas terras goytacazes a ritualidade do cristianismo barroco, por ação competente dos prelados jesuítas. Para os lados do Itaoca, há, ainda, resquícios da cana-de-açúcar mantida por algum sitiante teimoso e que não percebeu, ainda, o lamento final de seu ciclo que, durante mais de três séculos alimentou a escravidão e os poderosos senhores de engenhos. Pelos aceiros, além de um produto mirrado, sem maior grau de sacarose, muito mato, um gado ruminando na engorda e a ausência da casa grande, do bangüe e do correr-de-casas – lugar-senzala da escravada. SER E TEMPO – Hoje, em toda a região, outrora apinhada de engenhocas e usinas, somente a São José, perto dalí, mantém fumegando suas torres, sinal de que a gula de suas moendas está sendo alimentada, apesar da dificuldade de se conseguir matéria-prima. A única testemunha viva do apogeu da Fazenda do Visconde, assim mesmo por ouvir dizer, é Benedito Bastos, 88 anos registrando as mudanças na paisagem verdejante e nos costumes ancestrais. Revelou ser, ainda, administrador da “fazenda”, da família do Dr. Paulo Carneiro. O neto Rodrigo Bastos, 23, auxilia o avô contando coisas de memória. A casa grande ficava à direita, cerca de 500 metros da capela, quase junto à antiga estrada de São Gonçalo. As senzalas desciam pelo além do cercado, planejado no lado norte da igrejinha. Tinha árvores frondosas, currais para o gado e até mesmo lugar destinado à reprodução de negros e a fortuna dos senhores. No interior da capela, de barroco português, existe um clima sacro, embora as imagens miúdas se percam nos oratórios suntuosos. Mas vem sendo usado, ainda, o elevado do coro e consistório, púlpito e altar para missas tridentinas e seteiras contra ataques dos nativos. Todo domingo tem missa no santuário e os cânticos são únicos e não competem, mais, com o batuque dos jongos da negada se divertindo na porta das senzalas. Benedito lembrou-se das 77 festas realizadas enquanto zelador de Nossa Senhora do Rosário. “Muitos foram os que contribuíram”. Citou o fazendeiro Nilto Fonseca, da região do Cundo, “pessoa amiga que a irmandade muito deve pela dedicação durante muitos anos”. Este ano as festas serão nos dias 29, 30 e 31 de outubro. “A data cerca é 7 de outubro, mas as festas coincidem com a data em que a santa foi entronizada no altar”. - Há duas imagens originais guardadas a sete chaves. Se deixarmos aqui podem ser roubadas por colecionadores. Só na procissão é que a importante peça sacra é mostrada aos fiéis – lembra Rodrigo, enquanto ajuda no recolhimento de adobes gigantes saídos do solar do Visconde, demolido nos anos 50, “quando era prefeito José Alves de Azevedo, que começou a vida como padeiro e era filho do amigo João Carusinho”, acrescenta Benedito Bastos. MEMÓRIA – Pintada de branco e janelas azuis, a capela, tombada pelo IPHAN, mantém um jardinzinho singelo carecendo de mais trato. Uma quaresmeira oferece aos visitantes buquês lilás de sua produção de inverno. O céu abre cortinas cinzentas e mostra um azul sem igual no mundo e de todas as palmeiras, (marca do poderio dos barões, condes e viscondes) testemunha de dramas e conquistas, restou apenas uma com suas palmas erguidas para céu em ato penitente. Nos antigos massapês nascem prédios e estradas. Não vai demorar muito e a história será outra que a contemporaneidade decidir ser mais importante. Todavia, pode-se perceber a aura de um lugar tecido pelo imaginário: Aceiros apinhados de escravos, senhores caminhando ao lado das sinhás, cambonas puxando canas pros bangüês e ladainhas singelas cantadas por madonas. Dos assecas, por enquanto, só restou a memória, que também pode ser esquecimento.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

IPHAN apresenta projeto para reforma do Solar de Santo Antonio

As reformas do Solar de Santo Antonio, onde está instalado o Asilo Nossa Senhora do Carmo, responsável por 78 idosos, vão ser agilizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN -, a partir do mês de outubro, anunciou ontem o superintendente regional do órgão no Rio de Janeiro, Dr. Carlos Fernando Souza Leão de Andrade, durante a reunião de ontem do COPPAM – Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal. O encontro, considerado dos mais proveitosos pelo seu presidente, o secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, reabriu o diálogo entre o IPHAN e o governo municipal, a quem caberá a construção de um Centro de Referência ao Idoso, numa área desapropriada nas proximidades, para permitir a transferência dos assistidos pelo Asilo, já que o anexo onde se encontram será demolido por contrariar lei específica sobre o assunto. CASA TERRA – O assunto mais polêmico da reunião do COPPAM, no entanto, ficou por conta da demolição da Casa Terra, em virtude um dado novo surgido nos últimos dias. É que, em julgamento monocrático de segunda instância, em parecer publicado em 28 de maio deste ano. Os conselheiros votaram e a maioria foi favorável ao escoramento técnico do prédio, havendo, ainda, a sugestão de desapropriação para que no espaço seja instalada a Escola Municipal de Música.
O argumento usado pelos conselheiros que votaram contra a demolição aclara que os motivos são considerados frágeis e que “uma concessão dessa natureza pode levar a uma série de demolições de prédios históricos para que os terrenos se transformem, como vem ocorrendo há anos, em estacionamento de automóveis, abrindo uma cárie no cenário histórico da cidade”. A presença do superintendente Dr. Carlos Fernando, segundo o presidente do COPPAM, foi altamente importante, também, para o programa de crescimento das casas de cultura da municipalidade. “O pedido que fizemos para a ocupação das estações de Mussurepe, Santa Cruz, Dores de Macabú, Vila Nova, Santa Maria e Santo Eduardo, será refeito e desta vez com o pedido formal do prefeito em Exercício, Dr. Nelson Nahim”, informa Orávio. Outro anúncio feito pelo superintendente do IPHAM esclarece o interesse do órgão do governo federal pelo acervo do Monitor Campista. “Conseguimos recursos da ordem de R$ 700 mil para a preservação e digitalização do acervo do jornal”, fechado em 15 de novembro do ano passado pelos Diários Associados. “Depois, precisamos de um espaço para guardar esta memória viva da história do cidade, desde 1834, data da fundação do jornal”. Diante da promessa da secretaria de Cultura em restabelecer o cenário original da Capela de Santo Inácio de Loiola, no Solar do Colégio, onde funciona atualmente o Arquivo Público Municipal, Dr. Carlos Fernando deixou claro que “devolverá à cidade os dois altares barrocos que hoje se encontram no Museu Histórico Nacional”. O COPPAM voltará a se reunir na próxima terça-feira, a partir das 9 horas da manhã, para dar parecerem técnicos em processos de consultas de obras ou negociações envolvendo prédios situados nas consideradas Áreas Especiais de Interesse Cultural.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Encontro reúne gestores para debater Plano Estadual de Cultura


O Secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, recepcionou ontem o Coordenador do Plano Estadual de Cultura, Zeca Barros, que aqui veio, com sua equipe de trabalho, para debater com os gestores culturais da cidade os seus problemas e dificuldades, além de identificar os meios de solucioná-los.

O encontro ocorreu no Teatro de Bolso Procópio Ferreira e contou com cerca de 70 pessoas e com o apoio da presidente da Fundação Teatro Municipal Trianon, Maria Auxiliadora Freitas: e presidente da Fundação Cultural Zumbi dos Palmares. Do Governo do Estado, estiverem presentes o coordenador do Sistema Cultural, Delmar Cavalcanti; a documentarista Paola Telles e da jornalista Daniela Camargo.

O objetivo do Encontro foi o de criar, também, um processo de construção para uma política cultural no Estado do Rio de Janeiro, respeitando as especificidades e identidades culturais de cada uma das regiões do estado. “Todas as idéias juntas, poderemos criar um plano estadual representativo de nosso estado”, disse. Após o almoço, aconteceu uma apresentação jongueira com o Núcleo de Arte e Cultura de Campos – Cia. Gente de Teatro.

Zeca anunciou, também, assim que terminar as reuniões temáticas em todos os 92 municípios, a realização de encontro regional de cultura, no mês de agosto, no município de Quissamã. Em seguida, Zeca participou de um amplo debate, anotando e identificando os principais aspectos culturais do município, tanto nas artes plásticas, dança, música, teatro, artesanato, literatura, etc.

- Esse encontro tem uma importância fundamental para nós gestores de cultura, na medida em que o governo do estado abre e cria novas perspectivas para a criação de planos mais efetivos para a cultura de nosso município – informou o Secretário, ao final do evento, após ampla discussão sobre as potencialidades sociais, culturais e turísticas do município de Campos dos Goytacazes.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

COMCULTURA propõe novo modelo para Prêmio Alberto Ribeiro Lamego



O Prêmio de Cultura Alberto Ribeiro Lamego, destinado ao reconhecimento do trabalho prestado à comunidade pelos gestores culturais do município, de todas as correntes estéticas, será retomado este ano. A sugestão foi apresentada, como proposta, aos membros do Conselho Municipal de Cultura, em sua última reunião (dia 5), presidida pelo seu presidente, o professor Orávio de Campos Soares.

Na justificativa, o presidente salientou que “estamos vivemos um momento importante do surgimento de novos talentos em difrerentes áreas culturais e é preciso que o gestor público tenha a sensibilidade de reconhecer estas pessoas, que dignificam a produção do pensamento sensível e emocional da urbe”. O assunto voltará à pauta para um debate sobre o novo modelo a ser assumido.

EFÍGIE DE BENTA PEREIRA – Outro assunto discutido na reunião foi o encontro do monumento contendo a efígie de Benta Pereira, retirada da avenida Hélion Póvoa pela empresa que construiu a Ponte Rosinha Garotinho. “A valiosa peça já está sendo recuperada pela Conenge Engenharia e será colocada na ala direita da entrada do prédio da Academia Campista de Letras, no Jardim São Benedito.

“O conselheiro Vilmar Rangel, colaborador da Secretaria de Cultura, havia sugerido a edificação em outros espaços, como a avenida XV de Novembro e/ou Praça das Quatro Jornadas, mas, monocraticamente, tivemos que tomar uma decisão energencial, em virtude da urgência da recuperação do monumento”, justificou o professor Orávio.

Por proposta do presidente, que, atualmemente, também preside o Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal – COPPAM - os conselheiros Antonio Luiz Baldan Gusmão, Carlos Roberto Bastos Freitas, Dalton Luiz da Silva Freire, Fabrício de Souza Lima, Joel Ferreira Melo, Maurício de Moura Caldas Xexéo e Silvio Gregório Gomes Viana, também acolheram proposta da criação de uma Câmara Técnica para definir políticas voltadas para a indicação do tombamento de bens imateriais.

Dentre algumas sugestões de tombamento, “está a Mana-Chica do Caboio, reconhecida pelo Dicionário do Folclore Brasileiro, de Luis da Câmara Cascudo, como uma dança tradicional da cidade de Campos dos Goytacazes”. Há, ainda, outros tombamentos, como as escolas de samba União da Esperança e Mocidade Louca, prevendo-se, ainda, o reconhecimento do chuvisco como cultura no campo da culinária.

O presidente, aproveita a oportunidade para convidar a comunidade para o Encontro Regional de Gestores de Cultura da Região Norte Fluminense, que acontecerá no dia 14 de julho (próxima quarta-feira) no Teatro de Bolso e contará com a presença de Zeca Barros, Coordenador do Plano Estadual de Cultura.

Para esse encontro, Orávio espera contar com a presença maciça de todas as pessoas ligadas à cultura do município e da região norte-noroeste fluminense, para mostrar aos gestores estaduais que o norte-fluminense possui uma ampla riqueza material e imaterial com grupos detentores de programas importantes no campo da produção cultural.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Secretário de Cultura participa do Programa Petrobras Cultural


O secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos e sua equipe estiveram presentes no lançamento, no último sábado (dia 3), do Programa Petrobrás Cultural – PPC, que prevê investimentos da ordem de 61,2 milhões para 19 áreas de seleção nos campos da Formação Cultural; Preservação e Memória e Produção e Difusão de espetáculos de diferentes correntes estéticas.

No encontro, realizado em Macaé, no qual se fizeram presentes gestores culturais das regiões norte e noroeste fluminense, foram realizadas duas oficinas de como preencher os formulários – pela Lei Rouanet e, também, pelo Programa Petrobrás Cultural -, ocasião em que os presentes puderam, além do aprendizado, fazer perguntas sobre as dúvidas que foram surgindo no decorrer dos trabalhos.

ÁREAS DE ATUAÇÃO
O professor Orávio de Campos, ao elogiar o PPC e a disposição da Petrobrás de ser parceira em projetos culturais, “que expressam o pensamento e a sensibilidade do artista brasileiro”, destacou que na formação de educadores para as artes há a inclusão de ações pedagógicas e materiais.

Na segunda linha, a da preservação da memória, existe abertura para projetos de memória das artes, apoio a museus, arquivos e bibliotecas e a terceira linha prevê projetos para manutenção de grupos e companhias de teatro, manutenção de grupos e companhias de danças; e manutenção de grupos, companhias de circos e trupes.

O secretário informa que existem outras áreas importantes, como as de Audiovisual, Cultura Digital, Literatura, Música, Gravação de CDs, Turnês de Shows/Concertos. Os interessados deverão estar ligados nas informações sobre o processo seletivo. As datas estão no www.petrobras.com.br/ppc.

Outras informações preliminares poderão ser obtidas, também, na Secretaria Municipal de Cultura localizada à Rua Tenente Coronel Cardoso, 91; ou pelo Telefone (22) 2724.0516.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Conselho do Patrimônio define o novo regimento


Conselho debateu amplamente o seu Regimento Interno

Em busca de definições políticas e diretrizes técnicas para seu funcionamento, reuniuram-se nesta manhã, nas dependências da Secretaria de Cultura, os membros do Conselho do Patrimônio Cultural e Arquitetônico Municipal – COPPAM -, contando com os membros da sociedades, professores Leonardo Vasconcelos, Humberto Neto das Chagas e Viviane Daher Costa.

O assunto principal da pauta foram as mudanças necessárias à modernização do Regimento Interno e, pela primeira vez, os debates foram democratizados, considerando que, seguindo o pensamento da prefeita Rosinha Garotinho, “precisamos construir uma política de preservação cultural e patrimonial que reúna as principais tendências atuantes do município”.

Por parte do Governo Municipal estiveram presentes o secretário Municipal de Obras e Urbanismo, César Romero Braga, Subsecretário da Defesa Civil, Capitão Édison Pessanha; Diretor do Arquivo Público, Carlos Roberto Freitas; e o Secretário do Desenvolvimento Econômico e Petróleo, Eraldo Bacelar da Silva.

Para o secretário de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, atualmente presidindo o COPPAM, “a reunião foi altamente positiva quanto ao regimento e, também, pela discussão em torno da criação das Câmaras Técnicas que, a partir da aprovação do documento, poderá se estender à preserevação material, natural e imaterial da comunidade”.

A próxima reunião está marcada para a próxima terça-feira, às 9 horas, também na Secretaria de Cultura, desta vez com uma pauta que visa examinar processos de reformas e preservação de bens arquitetônicos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ao Livro Verde integrará roteiro cultural da cidade


Registrada no Guinness Book como a livraria mais antiga do país, Ao Livro Verde, empresa presidida pelo comerciante Ronaldo Sobral, está comemorando 166 anos de fundação e, como presente, vai receber indicação do vereador Carlos Alberto Marques Nogueira (Albertinho), para que conste no roteiro turístico, considerando ser ela testemunha viva da história da cidade durante todos estes anos.

A decisão ocorreu nesta sexta-feira, na reunião realizada no Cyber Café de Ao Livro Verde, com a presença do camarista, seu assessor Gilmar Silva Caldeira; do secretário de Cultura, professor Orávio de Campos Soares; e do diretor da Biblioteca Municipal, Mauricio Xexeo. Na ocasião, o comerciante agradeceu a sensibilidade do governo Rosinha Garotinho para com o patrimônio do município.

HISTÓRIA
Empresa fundada em 13 de junho de 1844 pelo lusitano José Vaz Corrêa Coimbra, Ao Livro Verde instalou em Campos uma das primeiras tipografias. E o que é mais importante: manteve a casa com as mesmas características comerciais, o que permanece até os dias de hoje, só que com um toque de modernidade, aliás, como soe acontecer com as mais importantes livrarias do país.

Além da indicação, a ser apresentada na próxima terça-feira, uma vez que o assunto já se encontra agendado pelo Legislativo, a marca Ao Livro Verde poderá se transformar em patrimônio cultural imaterial. O professor Orávio de Campos anunciou que vai fazer a indicação na próxima reunião, terça-feira próxima, do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal – COPPAM.

Ao Livro Verde, que funciona no mesmo prédio de sua fundação, à Rua Teotônio Ferreira de Araújo (antiga Barão de Cotegipe), teve seu primeiro anúncio publicitário publicado pelo Monitor Campista (jornal recentemente fechado pelos Diários Associados) em sua edição de 02 de julho de 1944.

O secretário de Cultura, referindo-se Ao Livro Verde, elogia a iniciativa de Albertinho e salienta que “sem dúvida, trata-se de uma raridade. Precisamos nos ufanar de termos a mais antiga livraria do Brasil, embasando a realidade de ser esta cidade, um importante núcleo intelectual do Estado do Rio de Janeiro”.

LIVRARIAS DA CIDADE

Livraria Noblesse
Av. Rui Barbosa, 1073
Centro - Campos dos Goytacazes - RJ
Telefone: (22) 2723-7222

Estação 28 Livro Ltda ME
R. João Pessoa, 70 s 108
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-250
Telefone: (22) 2722-4477

Inforjus Livros Informativos Ltda
Rua dos Andradas 60
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-000
Telefone: (22) 2735-6336

Livraria Castelo
Av. Rui Barbosa 1101 lj 18b
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-170
Telefone: +55 (22) 2733-0450

Livraria Diálogo e Cultura
R. Dr Lacerda Sobrinho, 83
Centro - Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-076
Telefone: (22) 2735-2595

Livraria e Papelaria Livro Verde Ltda
Rua Governador Teotônio Ferreira Araújo, 66/68
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28081-420
Telefone: (22) 2726 -1080

Livraria Espírita
Av Pelinca, 207 bl 1 lj 11
Parque Tamandare - Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28035-053
Telefone: (22) 2723-8177

Livraria Evangélica Vida e Luz
R. 21 Abril, 235 B lj 6
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-170
Telefone: (22) 2723-0640

Sempre Nobre Livros e Impressos Ltda
Tv Carlos Gomes, 10
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-020
Telefone: (22) 2722-5788

Sempre Nobre Presentes Ltda
Av. Rui Barbosa, 1073
Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28010-005
Telefone: (22) 2722-1887

W T Castro Livraria e Papelaria Ltda
R. Visc Itaboraí, 169
Parque Rosário - Campos dos Goytacazes - RJ - CEP: 28027-142
Telefone: (22) 2735-0003

terça-feira, 22 de junho de 2010

COPPAM inicia atividades e busca solução para Casa Terra



A primeira reunião do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal de Campos- COPPAM - ocorreu na noite desta segunda-feira (21) no Palácio da Cultura, e contou com a presença dos Secretários Municipais de Cultura, Orávio de Campos Soares, da Defesa Civil, Marco Antonio Soares da Silva, César Romero Braga e do Procurador-Adjunto, Dr. José Olimpio Siqueira da Silva e Carlos Freitas, da Fundação Jornalista Oswaldo Lima, que, juntamente com os conselheiros Leonardo Vasconcellos da Silva e Humberto Neto das Chagas, nomeados pela portaria nº 305/2010, publicada no Diário Oficial de 18 de maio último, debateram, entre outros assuntos, a situação da Casa Terra.

Estiveram presentes, ainda, três comerciantes da área onde se localiza a Casa Terra. São Eles: João Elias Naked, da Cajorpa, e Fernando Volotão, da Casa dos Puxadores; e Expedido Coleto, do Restaurante Opção 21, o que deu um tom altamente democrático à reunião.

O secretário de Cultura, considerou positiva a reunião uma vez que, pela primeira vez, membros da sociedade civil organizada e membros do governo municipal puderam sentar frente à frente para debater questões como a preservação do patrimônio arquitetônico da cidade. Além da Casa Terra, os conselheiros e visitantes ficaram cientes da situação em que se encontra os edifícios do Museu de Campos, que também está sendo restaurado, e da Sociedade Musical Lira de Apolo, para a qual restam apenas alguns detalhes para o início das obras.

Os conselheiros e membros da sociedade resolveram que vão estudar o Plano Diretor da cidade, e sua regulamentação para, então, apresentar proposta de mudanças à prefeita Rosinha Garotinho, que tem se mostrado muito sensível quanto a essa causa, tendo, inclusive, determinado a execução de um projeto de revitalição do centro histórico da cidade.

O próximo encontro dos conselheiros e convidados será no próximo dia 29 deste mês, a partir das 9 horas da manhã, na sala de Reuniões da Campos-Luz.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Campos vai contar com um Museu de Arte Sacra

Oswaldo Almeida, presidente da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e o secretário de Cultura, Orávio de Campos, na Igreja de São Francisco

A cidade de Campos dos Goytacazes, uma das mais antigas do país, já que é resultante da criação da Capitania de São Tomé, finalmente, poderá ganhar um Museu de Arte Sacra, contando com um acervo representativo da colonização da Companhia de Jesus, e, também, da presença de outros religiosos, como beneditinos, salesianos, franciscanos e dominicanos.

O anúncio foi feito ontem pelo secretário municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, depois de uma visita à Igreja de São Francisco, um dos relicários da arte religiosa da região e que guarda uma série de peças raras do barroco português, como altares e imagens, isso sem falar nos carrilhões e nichos valiosos, com destaque para a capela dedicada à Santa Clara.

No templo, onde foi celebrada a primeira missa na ainda Vila de São Salvador, na segunda metade do Século XVII, o secretário foi recebido prelo presidente da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, Oswaldo Almeida, cuja ação em função da criação do museu começou há algum tempo e conta, no momento, com a contribuição de técnicos ligados ao INEPAC.

- Mantivemos um encontro de alto nível e a Ordem Terceira sabe que pode contar com mais uma parceria no sentido da criação de um museu dinâmico e didático para que as futuras gerações possam conhecer sua história – disse Orávio, muito animado com a possibilidade de se construir em Campos um roteiro turístico tendo como base o museu de Arte Sacra.

Outra ideia, já debatida com o setor de turismo da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, fixa a criação, ainda, de um roteiro religioso, que começaria na Capela de Nossa Senhora do Rosário, na antiga Fazenda do Visconde, em Donana, e se estenderia à matriz de Santo Amaro, passando pela capela de Campo Limpo, Solar do Colégio e o Mosteiro de São Bento.

Os corredores da igreja estão em obras, mas o presidente da Ordem diz não ter pressa na execução do projeto. “Temos que evitar a correria para que possamos edificar um museu perfeito, com reserva técnica, segurança, salas de aulas, setor de documentação e audiovisual”, lembrou Oswaldo Almeida, ao final da visita do secretário Orávio de Campos.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Membros do Coppam tomam posse


Em solenidade simples realizada ontem à noite, no Auditório Prata Tavares, localizado no Palácio da Cultura, membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal – COPPAM - tomaram posse. A solenidade presidida pelo Secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, contou com a presença de membros da sociedade preocupados com a preservação da história da cidade, como engenheiros e arquitetos.

A professora Dra. Teresa Peixoto Faria, diretora do CCH – Centro de Ciências do Homem – da UENF ministrou palestra com o tema “Patrimônio Histórico – A necessidade de Preservação”, explicando a importância da preservação dos prédios históricos como fator cultural.

Em seguida, o secretário deu posse aos seguintes membros do COPPAM: César Romero Ferreira Braga (Secretário Municipal de Obras e Urbanismo); Humberto Samyn Nobre Oliveira (Secretário Municipal de Meio Ambiente); Edison Pessanha Braga (Defesa Civil); Eraldo Bacelar da Silva (Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo); Carlos Roberto Bastos Freitas (Museólogo da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e Diretor do Arquivo Público Municipal); Dr. José Olimpio dos Santos Siqueira (Subprocurador Adjunto do Município); Alvaro José Cruz Pessanha (Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado); Roberto da Luz Gomes (Instituto Estadual de Patrimônio Cultural – INEPAC); Manoel Vieira Gomes Júnior (IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Artistico e Nacional); e os representantes da sociedade civil: Leonardo Vasconcellos da Silva, Viviane Daher Costa, Humberto Neto das Chagas e Denilson Sales de Souza.

Fizeram uso da palavra o conselheiro Dr. Denilson Sales de Souza; e o presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, professor Avelino Ferreira. O primeiro ato dos conselheiros será a elaboração de um regimento que contemple as ações necessárias voltadas para a preservação não só do patrimônio material, mas, também, da imaterialidade.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tetê Peixoto palestra na posse do COPPAM



 A professora Dra. Teresa Peixoto Faria, diretora do CCH – Centro de Ciências do Homem - da UENF - foi a palestrante, nesta segunda-feira (14) na posse dos membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal – COPPAM -, nomeado pela prefeita Rosinha Garotinho. Ela dissecou o tema “Patrimônio Histórico – A Nessidade de Preservação”, falando de sua experiência como arquiteta em fase de pós-doutorado na Universidade de Paris, na França.

Agora instalado na Secretaria Municipal de Cultura, o Conselho vai abrir seu leque de atuações, entrando, inclusive, no campo da preservação imaterial, como consta do Plano Diretor da cidade, declarou o secretário municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, para quem o primeiro ato do conselho será a atualização do seu regimento interno, permitindo, inclusive, a criação de câmaras especiais para tratar de assuntos do patrimônio municipal no seu todo.

CONSELHEIROS

Representam o governo municipal no COPPAM, o professor Orávio de Campos (Secretário Municipal de Cultura); César Romero Ferreira Braga (Secretário Municipal de Obras e Urbanismo); Humberto Samyn Nobre Oliveira (Secretário Municipal do Meio Ambiente); Edison Pessanha Braga (Defesa Civil); Eraldo Bacelar da Silva (Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo); Carlos Alberto Bastos Freitas (Museólogo da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima); e Dr. José Olimpio dos Santos Siqueira (Subprocurador Adjunto).

 Álvaro José Cruz, representa a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico; o professor Roberto da Luz Gomes, é o indicado elo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC -; e o pesquisador Manoel Vieira Gomes Júnior é o representante do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.

Da sociedade, eleitos na Conferência de Preservação do Patrimônio Municipal, realizada o dia 21 de novembro do ano passado, tomarão posse os professores Leonardo Vasconcellos Silva, Viviane Daher Costa, o arquiteto Humberto Neto das Chagas e o advogado Denílson Sales de Souza.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Secretário de Cultura debate preconceitos em Quissamã


O secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, participou, como um dos expositores, da reunião da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional, realizada no vizinho município de Quissamã, numa iniciativa da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ.

Antenado com as questões dos preconceitos oriundos das relações afro-descendentes, o professor Orávio, que faz parte da Rede Brasileira Folkcomunicação e da Sociedade Brasileira de Estudos da Comunicação, falou sobre a tendência da diluição das discriminações raciais no novo discurso em que “todas as pessoas, de todas as raças, formam a nova discriminação social”.

Sobre a religiosidade, chamou a atenção para o formato pós-moderno do colonialismo, citando que o “cristianismo foi a primeira multinacional instalada no Brasil, através da Companhia de Jesus”. Nesse sentido disse da existência, ainda, da visão discricionária das religiões afro-brasileiras. “Facções religiosas satanizam os rituais e se apropriam de seus fundamentos”.

A comissão da ALERJ é presidida pela deputada Beatriz Santos e os trabalhos foram organizados pelo presidente da Câmara de Quissamã, Nilton Pinto através de sua equipe de trabalho. Os assuntos mais polêmicos renderam muitos debates. O professor Orávio deixou clara a idéia de que “temos que construir a integração social e nos preparar para o futuro, que será muito risonho para o Brasil”.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Lira de Apolo comemora 140 anos


          
         Conserto realizado no Centro de Campos, regência do Maestro Ricardo Azevedo

Os 140 anos da S. M. Lira de Apolo, fundada em 19 de maio de 1870, foram festejados de uma maneira simples, mas emocionante, com a realização de uma retreta no Largo da Imprensa em pleno calçadão.

Uma das mais antigas bandas do país, a Lira de Apolo esteve presente, com destaque, em todos os grandes eventos do Município de Campos nesses 140 anos.

A Sociedade Musical que teve sua sede destruída pelo fogo há mais de 10 anos está para assinar um termo de parceria com a municipalidade, através da Secretaria de Cultura, propiciando a reforma do prédio, alias, como é do desejo da Prefeita Rosinha Garotinho.

Pela parceria, a sociedade musical vai ceder sua sede, por cinco anos, para que ali sejam realizadas exposições de arte, cenferências e cursos de música direcionados às crianças e adolescentes.

Cultura quer transformar estações em espaço de saber

Orávio de Campos e o Dr. Carlos Fernando de Souza Leão de Andrade, superintendente regional do IPHAN

O Município poderá contar, ainda este ano, com mais seis casas de cultura instaladas em antigas estações da rede ferroviária. Ofício de intenção foi entregue, esta semana, ao Superintendente Regional do IPHAN no Estado do Rio de Janeiro, Dr. Carlos Fernando de Souza Leão de Andrade, quando de sua visita a esta região para inspecionar obras de restauro em Natividade, Itaperuna, Campos e São João da Barra.

O secretário municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, começou as negociações durante o encontro regional do patrimônio cultural realizado em Santa Maria Madalena e, agora, segundo afirma, o projeto poderá ser alavancado, uma vez que o Instituto é o fiel guardião do patrimônio oriundo da antiga Rede Ferroviária Federal e há boa vontade por parte do superintendente em firmar um comodato com o município.

AS ESTAÇÕES
No ofício de intenções, constam as estações ferroviárias de Mussurepe, Santa Cruz, Dores de Macabu, Vila Nova, Santa Maria de Campos e Santo Eduardo. Estes espaços, a maioria invadida e ou em estado de ruínas, poderão ser transformado em casas de cultura nos mesmos moldes das que se encontram funcionando em Goytacazes e Conselheiro Josino. 

Antiga Estação Ferroviária de Santo Eduardo

- Na proposta, caberá à municipalidade a reforma dos espaços, obedecendo à sua arquitetura original, e a instalação de biblioteca, sala de estudos, auditório para espetáculos teatrais e sala de audiovisual e para aulas de música e trabalhos manuais – informa o secretário, para quem a prefeita Rosinha Garotinho tem expressivos planos culturais para o Município.

Além das ações precisas nos campos da literatura, do teatro, do folclore, do carnaval, da pesquisa antropológica e arqueológica e da música em suas variadas tendências, através das fundações Oswaldo Lima, Trianon e Zumbi dos Palmares, sem contar com o trabalho de restauração documental do Arquivo Público e da integração cultural das casas de cultura, “a prefeita restaura uma participação cultural que estava adormecida nos últimos 10 anos”.

A Estação de Santa Maria, por exemplo, pode servir de ponto de apoio às manifestações culturais do importante distrito, onde existe um grande contingente de estudantes. “E é uma pena se ver aquele patrimônio sendo destruído pelo tempo. Acredito que o Dr. Carlos Fernando vai interceder para que o espaço se transforme numa Estação do Saber”, concluiu o professor Orávio de Campos, muito otimista com o andamento do projeto.

Antiga Estação Ferroviária de Santa Maria

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Exposição indígena tem início no Museu Olavo Cardoso

O secretário de Cultura assiste a palestra sobre a história dos índios Goitacá
O Secretário Municipal de Cultura, Orávio de Campos Soares, participou esta manhã da abertura da exposição “O Índio e a Arqueologia no Museu”, realizada no Museu Olavo Cardoso. A exposição conta com mostras de peças de cerâmicas encontradas em sítios arqueológicos da região norte fluminense. Essa iniciativa faz parte do projeto de extensão “Patrimônio Cultural: aprendendo a conhecer – Proposta para uma ação de Educação Patrimonial – Arqueologia”, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro.

A Historiadora e Professora Dra. Simone Teixeira, responsável pelo LEEA – Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico da UENF, ministrou palestra com o tema “O Índio Goitacá, esse desconhecido”, para uma plateia ávida em conhecer um pouco mais sobre a história e o destino dos índios que habitaram essa planície.

Para o secretário de Cultura, foi um momento importante, “por possibilitar que a sociedade tenha conhecimento dos estudos que estão sendo realizados por historiadores de outras universidades, levantando desse modo a história e os costumes desse povo que foi dizimado em nossa planície”.

Na programação da exposição estão incluídas outras palestras sobre o assunto até o dia 06, mas os alunos das escolas da rede pública de ensino terão a oportunidade de visitar sítios arqueológicos até o dia 28 desse mês, quando a exposição será encerrada com uma mesa redonda.

Conselheiros debatem minuta do Regimento Interno e criação do Fundo Municipal de Cultura


A medida que os conselheiros municipais de cultura se reúnem, pontos importantes no âmbito da cultura do município avançam. Tanto que na próxima segunda-feira às 18 horas e 30 minutos, no Palácio da Cultura, será realizado uma mesa redonda cujo objetivo é dirimir dúvidas sobre alguns pontos do projeto do Regimento Interno e da criação do Fundo Municipal de Cultura.

Sobre o Fundo Municipal de Cultura, alguns conselheiros desejam seguir o modelo criado pelo Conselho Municipal de Curitiba, enquanto outros conselheiros desejam obter maiores informações sobre o Fundecam – Fundo de Desenvolvimento de Campos, para então viabilizar a criação do Fundo de Cultura, e de que forma será a participação do município.

Entre os principais pontos discutidos e debatidos na reunião de ontem foram a inclusão de itens como a publicação de livros científicos, que tenham como tema o levantamento arqueológico e histórico de assuntos ligados ao município.

O Secretário Municipal de Cultura e presidente do Conselho, professor Orávio de Campos Soares, informou que o conselho é paritário, e o colegiado é democrático, tanto que todos os assuntos são muito bem debatidos. Ele disse ainda que “o Conselho Municipal de Cultura, está para consolidar a lei que garantirá aos artistas, muitos dos seus projetos artisticos, mas também um novo modelo de gestão em que o Conselho terá plenos poderes sobre os movimentos culturais da cidade”.