sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cultura abre discussão sobre Museu Histórico de Campos


Orávio de Campos e Rodrigo Ribeiro Gomes encarregado pela obra do Museu de Campos

As obras de restauração do Solar do Barão de Araruama, onde será instalado do Museu Histórico da cidade, deverão estar concluídas em dezembro deste ano e, para que até lá o espaço esteja em condições de ser inaugurado, já com seu acervo e mobiliário, um estudo está sendo proposto pela Secretaria de Cultura, contando com o apoio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, envolvendo a sociedade como um todo.

No próximo dia 10 de junho, na Secretaria, à Rua Tenente Coronel Cardoso, 91, haverá uma reunião preliminar, para que o governo discuta o que apresentar às diferentes correntes estéticas do município. “Vamos submeter à sociedade um projeto que contemple o passado e sua atualização na contemporaneidade”, disse o secretário Orávio de Campos, para quem é necessário criar um museu que represente nossas tradições históricas e culturais.

QUE MUSEU NÓS QUEREMOS – Este é o tema da reunião que vai embasar os desbates num seminário a ser realizado com as representações da cultura da cidade. “Estamos contando com o apoio prestimoso de Orlando Portugal, porque entendemos que não podemos desenvolver uma mentalidade museológica fora dos limites que devem ser ocupados pelo Turismo”.

A Cultura, além de Orlando Portugal e seu Departamento de Turismo (turismólogos Ana Neri e Lúcio de Jesus) contará com a pesquisadora Silvia Paes; o museólogo Carlos Freitas, do Arquivo Público; Patrícia Cordeiro, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas, da Fundação Trianon; e Jorge Luiz Pereira, da Zumbi dos Palmares.

Além do Solar Barão de Araruama, o município vai contar, também, com o Museu Olavo Cardoso, o Museu do Petróleo, a ser instalado pela Petrobras; e o Museu do Açúcar, cujo espaço mais interessante é o do casarão da Usina do Queimado, com cuja diretoria “eu e o Orlando começamos a conversar no sentido de estabelecer um proveitosa parceria”.

Além dos espaços citados, o secretário salienta a necessidade, também, da criação de um Museu de Arte Popular, na qual se inseriria o Museu do Carnaval, considerando que Campos conta com mais de 177 anos de história, sendo que o primeiro registro sobre “as festas dedicadas a Momo” data de fevereiro de 1834, nas páginas do antigo Monitor Campista.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pra Sempre Natal faz primeira reunião para decorar as praças

Orávio de Campos e Maria Auxiliadora Freitas reunidos no projeto "Pra Sempre Natal ".

A primeira reunião visando à realização do Projeto Pra Sempre Natal, versão 2011, ocorreu nesta manhã, na Secretaria Municipal de Cultura, com a presença da presidente da Fundação Teatro Trianon, Maria Auxiliadora Freitas, e artistas que participaram da primeira edição em 2009, ocasião em que 27 praças foram devidamente ornamentadas para as festas natalinas.

Para o secretário, professor Orávio de Campos, uma comissão, a ser nomeada pelo Trianon vai julgar os melhores projetos. “Este ano vamos aproveitar mais os ícones natalinos, como árvores, a figura de Papai-Noel, Reis Magos e diferentes representações do Presépio. Depois, precisamos entender que Natal deve ser alegre e com muita luz derramando sobre as praças”, lembrou.

PRAZOS – A próxima reunião será no dia 20 de junho, ocasião em que os artistas poderão apresentar os projetos para decoração das praças, a partir de uma listagem assinalando os locais de preferência da municipalidade, como Orla II, Praça da Lapa, Praça do Liceu, Praça do Esperanto, Praça do Parque Santo Amaro, Praça da República e Praça do Santíssimo Salvador.

- Contudo, os artistas poderão apresentar projetos para outros locais, submetendo-os à apreciação da comissão, a quem caberá a palavra final sobre a sua elaboração – lembrou o secretário, para quem os artistas se mostraram satisfeitos com a oportunidade dada pela prefeita Rosinha Garotinho, “o que agradecemos a deferência”, declarou o artista Xuxa Caetano.

Ao contrário de há dois anos, quando a norma exigia a apresentação de maquetes, este ano os artistas devem apresentar seus esboços em CD, acompanhando de uma proposta financeira. Os instrutores de arte ligados ao CRAS – Centro de Referência da Secretaria de Família e Assistência Social, também participarão do projeto, através de seus espaços na periferia da cidade.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sociedades musicais vão homenagear os namorados

Orávio de Campos reunido com representantes das Sociedades Musicais

Quatro sociedades musicais vão participar do Projeto “Pra Ver a Banda Passar”, em homenagem à semana dos namorados, realizando passeatas e concertos na área comercial do centro e da avenida Pelinca. Os detalhes das serenatas foram acertados, nesta manhã, em reunião dos maestros com o Secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos.

O projeto, autorizado pela Prefeita Rosinha Garotinho, juntamente com um convênio para que as sociedades musicais centenárias possam desenvolver cursos de música para crianças e adolescentes, visa dar maior animação ao centro e na área da Pelinca por ocasião das compras para os namorados. “As bandas vão passar cantando coisas de amor”, anunciou o secretário.

O projeto, planejado pela Secretaria de Cultura e a ser realizado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, conta o apoio logístico da Câmara de Dirigentes Lojistas e do Cajorpa, através de seus presidentes, os empresários Maria Luiza Schultz e Eduardo Chacur.

Programação:

Dia 09/06/2011 – Quinta-Feira

17h00min – Lira de Apolo – Passeata pelo Centro

19h00min – Euterpe Sebastianense – Boulevard

19h00min – Lira Santo Amaro – Avenida Pelinca


Dia 10/06/2011 – Sexta-Feira

19h00min – Euterpe Sebastianense – Avenida Pelinca

18h00min – Lira Santo Amaro - Praça do Santíssimo


Dia 11/06/2011 – Sábado

11h00min – Lira de Apolo – Passeata no Centro

18h00min – SM Operários Campistas – Praça do Santíssimo


Dia 12/06/2011 – Domingo

18h00min – SM Operários Campistas – Praça do Santíssimo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Desenvolvimento Econômico e Cultura estudam circuito dos museus


Orávio de Campos e Orlando Portugal viabilizam projeto cultural
Para tratar da ampliação de projetos voltadas para o Turismo Cultural, nova reunião foi realizada, nesta manhã, na Secretaria de Cultura, envolvendo o secretário Municipal de Desenvolvimenro Econômico, Orlando Portugal, os técnicos em turismo Ana Neri Alvarenga e Lucio de Jesus; como tambem a professora Silvia Paes e o museólogo Carlos Freitas.

Argumentando que nenhum projeto de cultura pode prescindir de ideias técnicas do turismo, o secretário de Cultura, professor Orávio de Campos, que presidiu a reunião, falou sobre o sucesso do City-Tur Belezas de Campos, do Turismo, e a possibilidade de se inserir na parceria o Circuito de Museus, envolvendo visitas aos espaços culturais e ao Arquivo Público Muncipal.

MUSEU HISTÓRICO – Na oportunidade, os secretários Orávio de Campos e Orlando Portugal discutiram, com suas equipes de trabalho, a realização, no dia 10 de junho, às 10 horas, na Secretaria de Cultura, o debate “Que Museu Nós Queremos”, preparatório para viabilizar o Museu Histórico, a ser instalado no Solar Barão de Araruama, ora sendo restaurado no centro.

Os debates vão ocorrer em duas situações. A primeira vai reunir os técnicos para traçar um macro-projeto para o museu e, numa segunda, haverá uma discussão mais ampla com a comunidade, reunindo a ACIC, a CDL, o Centro de Preservação do Centro, representantes das universidades e conselhos de Turismo, Cultura e de Preservação do Patrimônio Municipal.

Dentro do projeto, consta, não só o Museu Histórico, mas o Museu Olavo Cardoso e um terceiro espaço para abrigar o Museu do Açúcar. Dessa forma, pelo ponto de vista antropológico, Campos poderá contar com museu da República e da Escravidão, do Açúcar, do Petróleo, da Rede Ferroviária e um espaço de exposição para os produtores de cultura popular.

Os secretários consideram proveitosa a reunião e, em conjunto, vão manter contato com a Usina do Queimado, visando o espaço do casarão-sede, construido no século XIX, onde ficaria muito bem instalado do Museu do Açúcar. Orávio acredita que, nos próximos 30 dias, poderá apresentar à prefeita Rosinha Garotinho, o macro-projeto para os museus da cidade.

- Nada disso, no entanto, vai inviabilizar o prosseguimento do City-Tur, em consonância com a Secretaria Municipal de Educação, desenvolvido pelo Departamento de Turismo e que agora contará também com a participação da Cultura – finalizou o secretário Orávio, lembrando que “tudo se trata de ação pontual do governo e desenvolvido pela união de três secretarias”.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Secretário de Cultura faz visita de cortesia à LLX

Edmar Borralho, Orávio de Campos, Maria Lúcia Bittencourt e Gleide Gomes

O secretário de Cultura, professor Orávio de Campos; acompanhado da diretora administrativa Maria Lucia Bittencourt, foi recebido nesta terça-feira, dia 30, numa visita de cortesia, pelo Gerente de Responsabilidade Social da LLX, Edmar Coelho Borralho; e pela Especialista de Relações Comunitárias, Gleide Gomes, em São João da Barra.

Na ocasião os gestores da LLX Açu Operações Portuárias S/A conversaram com o secretário sobre os objetivos da gerência de responsabilidade civil da empresa e as possibilidades da sua intervenção em programas culturais na região Norte-Fluminense, prometendo estudar projetos a serem apresentados pelos produtores de cultura popular.

Para o secretário, a visita foi oportuna e satisfatória. “Afinal nada fomos pedir à LLX, mas mostrar as potencialidades culturais do município de Campos e de São Francisco de Itabapoana e sugerir a viabilização de projetos importantes para a sustentabilidade de seus atores atuando num cenário de aumento da população nos próximos 10 anos”. 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Restauro do Museu Histórico será concluído antes do Natal

A restauração do Solar Visconde de Araruama, sede do Museu Histórico de Campos está entrando na sua etapa definitiva e poderá ser entregue à comunidade até o final do ano, nesta quinta-feira (24), o secretário municipal de Cultura, Orávio de Campos Soares, visitou o canteiro de obras e ficou muito impressionado com o que viu.

Recebido pelo representante da Conenge Engenharia, Rodrigo Ribeiro Gomes, responsável pelo restauro, o secretário pode observar que no sobrado está faltando detalhes na reparação do teto e do assoalho. A empresa aguarda, agora, um especialista para analisar o uso de tintas que retornem à pintura original do imóvel.

ELEVADOR – O elevador, destinado a cumprir a acessibilidade ao museu, deverá ser instalado na próxima semana, bem como os aparelhos de ar refrigerado e Rodrigo, enquanto providencia a colocação dos dutos de energia elétrica, sonorização e telefonia, está atuando nas paredes dos salões as antigas cavalariças do solar.

Embora a Prefeita Rosinha Garotinho tivesse a perspectiva de entregar o Museu à população na festa do Padroeiro, em agosto, isso somente poderá acontecer por ocasião das festas natalinas, informou Rodrigo Ribeiro Gomes, que justifica o atraso em virtude “da obra exigir cuidados especiais por parte dos especialistas”.

Para o secretário, a obra dignifica a cultura de Campos. "Pela primeira vez teremos um museu histórico onde poderemos conservar a nossa memória, ao mesmo tempo em que vamos revitalizar o centro da cidade. Os investimentos chegam a 3 milhões só com a estrutura, faltando, ainda, cuidarmos da parte técnica”, explicou Orávio.

Com a supervisão do museólogo Carlos Freitas, atual diretor do Arquivo Público de Campos, e contando com o apoio do IPHAN, a municipalidade vai realizar um seminário para se discutir que tipo de museu o município terá. “A idéia inicial é instalar uma livraria no térreo dentro de um complexo do tipo “café concerto”, como o que existe na Casa de Cultura Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro”, concluiu o secretário de Cultura.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Festas pré-carnavalescas iniciam nesta terça com eleição da Rainha dos Bois

As festas pré-carnavalescas, uma tradição da folia campista, vão ter início nesta terça-feira, dia 22 de fevereiro, no Ginásio do Automóvel Clube Fluminense, com a eleição da Rainha dos Bois Pintadinhos, a partir das 21 horas, tendo como atração a Banda “Folias de Momo”, especializada em animação de bailes com as marchinhas que fizeram sucesso no passado.

No mesmo espaço e no mesmo horário, nesta quarta-feira, dia 23, haverá a eleição da Musa do Carnaval e da Rainha dos Blocos de Samba. A eleição de Rei Momo, da Rainha do Carnaval e do Cidadão Samba (será consagrado o compositor Geraldo Gamboa), está marcada para o dia 25, sexta-feira, e as atrações serão a Banda do Black e a Madureira Folia show.

CARMEM MIRANDA – No dia 24, quinta-feira, na Orla 1, em Guarus, será realizada, a partir das 21 horas, a festa pela passagem dos 19 anos da Banda Carmem Miranda, comandada por Flávio Azulão. Haverá, no espaço em frente ao Pathernon, concurso de fantasias original e de luxo e a atração será a presença do Bloco “Pega Veado”, dirigido pelo radialista Ricardo Silva.

No sábado, dia 26, será a vez da famosa Batalha de Confetes Ouro Azul, sucessora da Batalha do Bloco “Os Caveiras”, durante mais de 40 anos coordenada pelo saudoso Lorde Broa. O local será o de sempre: Rua 13 de Maio, entre as ruas Tenente Coronel Cardoso e Siqueira Campos, atualmente com a direção do carnavalesco Lélio França.

Como atrações principais, está sendo anunciado o desfile do Bloco “Bonitinhas Mas Ordinárias”, além de um grande desfile de bois pintadinhos, a partir das 23 horas, com prêmios para os melhores. E, na sexta-feira, dia 4, haverá o desfile do Boi Capeta, partindo da concentração em frente ao campo do Goytacaz e terminando com um grande baile de carnaval no Calçadão, com a Banda do Afonso e com a participação da Bateria da Mocidade Louca.

A municipalidade vai promover, ainda, festas carnavalescas no Farol de São Tomé, Tocos, Goytacazes, Dores de Macabu, Ururai, Travessão, Morro do Coco, Santa Maria e Santo Eduardo, com a realização de shows e apresentação de bandas de carnaval.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Festas pré-carnavalescas já têm sua programação

Durante reunião realizada na manhã da última sexta-feira (28/01), com as lideranças do carnaval, o secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, fechou a programação das atividades pré-carnavalescas e, já nesta segunda-feira (31/01), começam as inscrições para os concursos de Rainha da Bateria, Rainha dos Bois Pintadinhos, Rei Momo e Musa dos Blocos de Samba.

Consta, ainda, da programação, a realização de um Concurso de Marchinhas (como nos bons tempos) e as festas da Banda Carmem Miranda, na Orla 1; a Batalha de Confetes Ouro Azul, na Rua 13 de Maio e o desfile do Boi Capeta, uma das tradições do carnaval que, este ano, vai culminar com um baile com músicas antigas no espaço do Largo da Imprensa, no Calçadão.

APOIO AOS DISTRITOS

Além das denominadas festas pré-carnavalescas, a municipalidade vai apoiar os carnavais tradicionais no Farol de São Tomé, Tocos, Goytacazes, Ururaí, Travessão de Campos, Dores de Macabu, Morrro do Coco, Lagoa de Cima, Santa Maria e Santo Eduardo, onde ocorrem desfiles de blocos de sujo e bois pintadinhos.

Dentro do projeto de profissionalização do carnaval, as festas pré-carnavalescas serão realizadas pelas próprias lideranças com a supervisão da Comissão Especial de Carnaval, formada pelo secretário Orávio de Campos, subsecretário de Comunicação, Carlos Cunha; presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Avelino Ferreira, e presidente da Fundação Teatro Municipal Trianon, Maria Auxliadora Freitas.

Todos os eventos serão realizados no Automóvel Clube Fluminense. Dia 15/02, Rainha da Bateria; Dia 22/02, Eleição da Musa dos Bois; Dia 23, Eleição da Musa dos Blocos; Dia 24, Festa da Banda Carmem Miranda, na Orla 1; 25, Eleilção do Rei Momo, Rainha do Carnaval e Cidadão Samba; Dia 26/02, Batalha Ouro Azul e Dia 04/03, Festa do Boi Capeta.

Conselho convocado para regulamentar FUNCULTURA

Para debater a criação do Comitê Gestor do Fundo Municipal de Cultura – FUNCULTURA - e sua respectiva regulamentação, está sendo convocada uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Cultura, principalmente dos representantes da comunidade, para esta segunda-feira, dia 31, a partir das 18 horas, no Auditório Amaro Prata Tavares, no Palácio da Cultura.

Ao fazer a convocação, o presidente do Conselho e secretário municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, falou da importância de se discutir e aprovar o regulamento e indicar, ainda, os nomes que vão compor o Comitê, cuja instalação está prevista para a primeira quinzena do mês de março, após a publicação do decreto no Diário Oficial do Município.

SONHO ANTIGO

O Fundo sempre foi um sonho de todos os produtores culturais do município. “Realmente, há mais de 30 anos, várias gerações vem trabalhando nesse sentido, mas só agora, graças à sensibilidade da prefeita Rosinha Garotinho, estamos diante da realidade”, informou o presidente do Conselho, ao enaltecer a grandiosidade do fato para os artistas.

Adaptado aos conceitos que norteiam o apoio à cultura estabelecido pelos Planos Nacional e Estadual de Cultura, o FUNCULTURA abre perspectivas importantes para o desenvolvimento de atividades ligadas às variadas manifestações estéticas, desde a música erudita até a cultura popular em sua amplitude antropológica, passando pelo cinema, literatura, teatro e artes visuais.

- Outra coisa interessante é que o Fundo deverá pensar a disponibilidade dos equipamentos culturais de uma forma democrática e vai apoiar, sempre que possível, os apelos da sociedade civil – salientou Orávio, ao anunciar a disponibilidade de recursos para a Mostra de Cinema Brasileiro e, também, para o UNIFEST – Festival Universitário de Cultura.

Para começarmos o trabalho no sentido de oferecer o melhor aos produtores culturais, precisamos da presença de todos os conselheiros, inclusive os suplentes. “É hora de se festejar o feito, uma vez que não é qualquer cidade que tem um FUNCULTURA contando, inicialmente, com 2% do IPTU e do ISS, além de 0,1 % dos royalties do petróleo”, finalizou.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Paróquia de São Sebastião inaugura cripta de Mariana Barreto

O secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares (C), o Padre Elênio Abreu (D), durante solenidade de inauguração da cripta em homenagem a Mariana Barreto

Numa cerimônia simples, contando com a presença do secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos, da diretora executiva da SMC, jornalista Maria Lucia Bittencourt da Fonseca, e de paroquianos da Igreja de São Sebastião, foi inaugurada nesta terça-feira (11/01) à noite a cripta contendo os restos mortais da heroína Mariana Barreto, umas das lideranças das lutas contra os Assecas e falecida em 22 de dezembro de 1795.

O ato aconteceu depois da missa celebrada na culminância do novenário preparatório para os festejos religiosos de São Sebastião, um dos principais padroeiros da Baixada Campista. Com a inauguração procedida pelo Padre Elênio Abreu, através de uma exéquia à Mariana Barreto, encerra-se a novela do desaparecimento dos despojos, a partir de uma denúncia do jornalista Humberto Rangel, ao Conselho Municipal de Cultura.


DISCURSO

Em seu discurso, o secretário fez um relato sobre a participação de Mariana Barreto na consolidação do direito à terra e lembrou o fato de constar na bandeira do município um dístico dizendo que “aqui até as mulheres lutaram pelos seus direitos”, numa menção à heroína e a sua mãe Benta Pereira, cujos despojos encontram-se no Solar do Colégio dos Jesuitas - sede atual do Arquivo Público Municipal, na Estrada de Tocos.

Na placa da cripta consta: “Relíquias recuperadas pela municipalidade quando se fazem justas as homenagens póstumas a uma das mais expressivas personalidades da história do município. À Mariana e a sua mãe Benta Pereira, o reconhecimento das novas gerações. As lutas contra a tirania dos Assecas alicerçam o que possuímos hoje em termos de democracia e comprometimento com o futuro”, com assinatura da prefeita Rosinha Garotinho.

Foi importante para a recuperação dos despojos o desejo expresso da prefeita. “216 anos depois, a cidade reconhece e eterniza a figura de Mariana Barreto. Para deslindar o mistério em torno dos despojos, atuaram o secretário de Obras e Urbanismo César Romero Braga, o administrador paroquial padre Elênio, o empresário Rodrigo Ribeiro Gomes, da Conenge Engenharia e o museólogo Carlos Freitas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cripta à Mariana Barreto será inaugurada nesta terça-feira

Operários dando os últimos retoques na cripta

A cripta contendo os restos mortais da heroína Mariana Barreto, falecida em 22 de dezembro de 1795, líder, juntamente com sua mãe, Benta Pereira, das Quatro Jornadas contra o poderio dos Assecas será inaugurada nesta terça-feira (11/01), às 19 horas, no início da novena em homenagem a São Sebastião, com a presença de religiosos ligadas à paróquia.

Com a conclusão dos trabalhos de construção do mausoléu e com a cerimônia, realizada nesta quarta-feira de sepultamento das relíquias, falta somente a inauguração do patrimônio para encerrar a novela do desaparecimento dos despojos da heróina, a partir de uma denúncia do jornalista Humberto Rangel, publicada no jornal Folha da Manhã.


CERIMÔNIA

O ato religioso, denominado de exéquias, será presidido pelo Padre Elênio Barros de Abreu e contará com a presença do secretário Municipal de Cultura, professor Orávio de Campos Soares, para quem “a cidade rende, 216 anos depois, as merecidas homenagens à heroína Mariana Barreto, a única a ser condenada pelas lutas contra os Assecas.

Na lápide consta os seguintes dizeres: “Relíquias recuperadas pela municipalidade quando se fazem justas as homenagens póstumas a uma das mais expressivas personalidades da história do município. À Mariana e à sua mãe, Benta Pereira, o reconhecimento das novas gerações. As lutas contra a tirania dos Assecas alicerçam o que possuímos hoje em termos de democracia e comprometimento com o futuro”.

Como se sabe, a denúncia fazia menção ao fato de Mariana ter sido sepultada sob o solo de uma lanchonete no distrito de São Sebastião. “Como presidente do Conselho Municipal de Cultura, determinamos a investigação e encontramos, realmente, os despojos enterrados no piso da Sala dos Dízimos, que “um dia funcionou como lanchonete”, declarou o professor.

Foi importante para a recuperação dos despojos, o desejo expresso da prefeita Rosinha Garotinho, mas atuaram, também, de forma a deslindar o mistério, o secretário de Obras e Urbanismo, César Romero Braga, o próprio administrador paroquial, padre Elênio, o museólogo Carlos Freitas e o empresário Rodrigo Ribeiro Gomes, da Conenge Engenharia.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Joel Ferreira Melo e Antônio Roberto recebem o 'Prêmio Alberto Lamego'

Fotos: César Ferreira
A filha de Antônio Roberto Fernandes, Raquel Fernandes e o poeta Joel Ferreira Melo

Por Wesley Machado

Os poetas Joel Ferreira Melo e Antônio Roberto Fernandes (in memorian) foram agraciados nesta segunda-feira (13) com o Prêmio Alberto Lamego, concedido pelo Conselho Municipal de Cultura. Os prêmios foram entregues em solenidade organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, no Palácio da Cultura.

Joel Melo recebeu o prêmio e o dedicou aos familiares e amigos presentes à solenidade. A escritora Arlete Sendra fez o elogio a Joel. A filha de Antônio Roberto, Raquel Fernandes, fez o elogio e recebeu o prêmio pelo pai, falecido há pouco mais de dois anos.

O secretário de Cultura e presidente do Conselho de Cultura, Orávio de Campos, falou sobre a importância desse momento. “Estamos reconstruindo toda a aura que envolve esse prêmio máximo da cultura. A partir do ano que vem, teremos um modelo que foi sugerido pelo Avelino (Ferreira), que vai premiar os artistas por correntes estéticas, como teatro, literatura, artes plásticas, música, e outros”, disse.

Antes da premiação se apresentou a Cia Musicatto com Amaro Duboy e Sara Cesário nos violinos e Monalisa Toledo no violoncelo. O grupo tocou peças clássicas com a participação de Reubes Pess na guitarra, que tocou rock e MPB. Na platéia estavam o ex-vereador Hélio Coelho, o presidente do Conselho Municipal do Idoso, Delso Gomes, intelectuais, professores e estudantes, entre outras pessoas.

O evento foi aberto pela vice-presidente da Fundação Cultural Oswaldo Lima, Maria Helena Gomes. Compuseram a mesa, o secretário de Cultura Orávio de Campos; o presidente da Fundação Cultural Oswaldo Lima, Avelino Ferreira; o secretário municipal de Finanças, Francisco Esqueff; a reitora do Centro Universitário Fluminense (UNIFLU), Regina Sardinha; a presidenta da Academia Pedralva de Letras e Artes, Sueli Petrucci; e o vice-presidente da Academia Brasileira de Letras, Vilmar Ferreira Rangel.

O presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Avelino Ferreira (E) e o secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares (C), durante entrega do Prêmio Alberto Lamego a filha do agraciado, o poeta Antônio Roberto Fernandes (in memorian), Raquel Fernandes

O poeta, Joel Ferreira Melo, recebendo o Prêmio Alberto Lamego das mãos do secretário municipal de Finanças, Francisco Esqueff








terça-feira, 23 de novembro de 2010

Antonio Roberto e Joel Melo são laureados com o Prêmio Alberto Ribeiro Lamego

O Prêmio de Cultura Alberto Ribeiro Lamego saiu para dois intelectuais: Antonio Roberto Fernandes (in-memoriam) e Joel Ferreira Melo, professor do Centro Universitário Fluminense e membro da Academia Campista de Letras, por decisão democrática do Conselho Municipal de Cultura – CONCULTURA -, reunido na última terça-feira, na Biblioteca Nilo Peçanha.

A entrega das comendas ao agraciado e à família de Antonio Roberto, será realizada no dia 13 de dezembro ´próximo, a partir das 19 horas, no Palácio da Cultura, durante um café literário a ser dirigido pela vice-presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Maria Helena Gomes. A informação é do presidente do conselho, professor Orávio de Campos Soares.

PRÊMIO ESPECIAL

Pelo atual regulamento, apenas uma personalidade deveria ser premiada, mas o conselho, com sua autonomia, resolveu indicar duas pessoas, uma in-memoriam e outro atuante no plano da cultura municipal. Cerca de 26 nomes foram indicados pelas entidades representativas do Conselho e os dois eleitos tiveram a maioria dos votos em lista tríplice.

Para 2011, também por decisão do CONCULTURA, serão criados premiações específicas para agraciar os destaques anuais nos diferentes campos de atuação cultural, como teatro, música, artes plásticas, cinema/documentário, dança e cultura popular, independentemente do Alberto Ribeiro Lamego, que permanecerá como um prêmio especialíssimo de cultura no municipio.

Para o presidente, professor Orávio de Campos, a retomada do prêmio mais importante da cultura, que homenageia o pesquisador, escritor e geólogo Alberto Ribeiro Lamego, filho do escritor Alberto Frederico de Moraes Lamego, autor de “Terra Goytacá”, é uma demonstração de apreço da municipalidade para com os produtores de conhecimento da cidade.

Festival de Cultura Universitária vai desenvolver potencialidades

O secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares (C), durante reunião com representantes de instituições de ensino

A secretaria Municipal de Cultura vai criar, por decisão do prefeito Nelson Nahim, atendendo à indicação do vereador Abdo Neme, o UNIFEST – Festival de Cultura Universitária de Campos dos Goytacazes – destinado a estimular, desenvolver e apoiar as potencialidades socioculturais e artistas da comunidade acadêmica do município.

Reuniões vem sendo realizadas com reitores, diretores de cursos e de departamentos culturais, além de representações de diretórios acadêmicos, visando a dar consistência ao projeto a ser assinado pelo prefeito, “uma vez que o evento será incluindo no calendário cultural da cidade”, informou o Secretário de Cultura, professor Orávio de Campos.

PARTICIPAÇÃO

Já marcaram presença nas reuniões a reitora do Centro Universitário Fluminense (UNIFLU), professora Regina Sardinha, além do diretor da Faculdade de Direito de Campos, Levi de Azevedo Quaresma, bem como representantes da UNIVERSO, Cândido, UENF, Mendes, Faculdade de Medicina e Fundação da Infância e da Juventude.

- O ideal seria a participação de todas as universidades. Dessa forma poderiamos compor uma programação importante para o I UNIFEST, a ser realizado no mês de maio do próximo ano. Mas estamos otimistas quanto a integração de todos os alunos na demonstração de seus talentos – disse o secretário, muito animado com a idealização dessas possibilidades.

Pela proposta da secretaria de Cultura o evento poderá privilegiar os festivais de Cinema, Teatro, Dança, exposição de artes plásticas, gincanas culturais, espetáculos de raiz, concursos de literatura, isso além de trabalhos monográficos, dissertações de mestrado e teses de doutorados apresentados e defendidos pelas universidades instaladas no município.

Haverá, também, prestação de serviços à comunidade nas diferentes áreas de estudos dos alunos participantes e o destaque será o Prêmio Saber Científico a ser oferecido aos dois melhores alunos universitários que tenham, no exercício acadêmico, de certa forma, contribuido para o desenvolvimento cultural do município.

Restauração do Solar de Santo Antonio só com retirada dos velhinhos do Asilo do Carmo

A presidente do Asilo do Carmo, Conceição Santana e o secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares

O presidente do COPPAM – Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal -, professor Orávio de Campos Soares visitou na sexta-feira (19/11), em companhia da diretora administrativa da Secretaria de Cultura, pesquisadora Maria Lucia Bittencourt da Fonseca, as dependências do Solar de Santo Antonio, onde funciona o Asilo Nossa Senhora do Carmo.

Recebidos pela presidente do asilo, assistente social Conceição Santana, o presidente procurou se inteirar da situação da reforma do solar, por conta do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Nacional -, que, no entanto, somente começará a obra, orçada em cerca de R$ 3 milhões, quando forem transferidos todos os velhinhos internados na instituição.

PROBLEMAS

O Solar de Santo Antonio, de propriedade do Asilo do Carmo – e que se encontra escorado - é tombado pelo IPHAN, cujo superintendente regional no Estado do Rio de Janeiro, Carlos Fernando de Souza Leão de Andrade, liberou os recursos para as obras. “Mas precisamos retirar os idosos para que a obra seja realizada no menor espaço de tempo”.

O problema maior, no entanto, é que diretorias passadas resolveram construir um anexo nos fundos do patrimônio para abrigar os velhinhos, já que as estruturas do solar estavam compromitidas, informou o presidente do COPPAM. “Agora, além da retirada dos idosos, o IPHAN vai demolir os anexos feitos sem sua autorização”, salientou.

- O ideal seria a construção de um outro asilo ou um centro de convivência para os idosos. No governo Alexandre Mocaiber a situação chegou a um termo comum, com a asinatura dee um acordo com o IPHAN. Uma área nos fundos do asilo foi desapropriada, só que a municipalidade não pagou – explicou o professor Orávio de Campos.

O assunto será submetido ao prefeito Nelson Nahim. Para o presidente do COPPAM “temos que encontrar uma solução, já que o IPHAN está exigindo de nós as providências necessárias”. Ele diz que o que cabe à municipalidade é pouco e viável e isso precisa ser feito para que não “percamos os investimentos do governo federal na restauração do Solar”.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Prêmio de Cultura “Alberto Ribeiro Lamego”



HISTÓRICO

O Prêmio foi criado, em 1986, pela então diretora do Departamento de Difusão Cultura da municipalidade, professora (hoje empresária) Diva dos Santos Abreu Barbosa, uma inovação do governo do prefeito José Carlos Vieira Barbosa, destinada a premiar os intelectuais da cidade destacados através de sua produção cultural de diferentes correntes estéticas.

A “Folha da Manhã” do dia 19 de novembro de 1996 publicou matéria com a criadora, 11 anos depois de sua primeira premiação, ocorrida em 1987, ocasião em foram laureados os escritores Osório Peixoto Silva e José Cândido de Carvalho e o jornalista, escritor e dramaturgo Hervé Salgado Rodrigues.

Diva conta que “ao assumir o cargo encontrou apenas uma sala vazia”. Uma sala sem memória – recorda, ao salientar que o prêmio surgiu dentro de um projeto artístico desenvolvido pelo Departamento. Ela lembrou que na época começava um trabalho de resgate das casas de cultura. Depois foi criado um concurso para a escolha do troféu, sagrando-se vencedor o arquiteto Ricardo Paes Teixeira.

“Com o resgate das casas de cultura, José Cândido de Carvalho foi homenageado dando nome a de Goytacazes”, publicou a Folha. “Depois disso ele passou a ficar de bem com Campos”, referindo-se a certa mágua que o escritor tinha com a cidade, que pouco valorizava seus artistas.

CRIADOR DO TROFÉU

“Folha da Manhã” do dia 26 de setembro de 1986 publicou matéria sobre o criador do Troféu Alberto Ribeiro Lamego, assinalando que o nível dos trabalhos foi muito elogiado pela Comissão Julgadora integrada pelo arquiteto Renato Marion de Aquino, representando o Departamento Cultural; César Moraes Magalhães, da Associação Norte Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (ANFEA), José Lauro Saraiva, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima; e Marilia Novo, convidada especial.

“Entusiasmado com o projeto que vem sendo desenvolvido pelo Departamento de Cultural, o arquiteto Renato Marion de Aquino disse que o Prêmio Alberto Ribeiro Lamego representa a retomada da esperança em termos culturais para Campos”, enfatizou o jornal.

Diva Abreu, que acompanhou o julgamento dos cinco trabalhos apresentados, juntamente com o professor Aristides Artur Soffiati Neto, criticou o pequeno número de participantes. E foi incisiva: “Está na hora do campista olhar a sua cidade fora dos parâmetros das colunas sociais”.

Vencedor do concurso, Ricardo Paes Teixeira disse que essa é a segunda vez que participa de concursos na região, recebendo nas duas oportunidades o primeiro prêmio. Dessa vez, no entanto, observou que foi muito mais gratificante ter o seu trabalho escolhido como o melhor, pois ele estará contido no contexto de uma Lei Municipal.

Sobre o projeto, Ricardo informou que se baseou no fato do historiador Alberto Ribeiro Lamego ter se ligado sempre à pesquisa, o que pode ser considerado a busca de origens.

Representando fisicamente a origem, foi criada uma esfera envolvida por um elemento vertical – como se fosse a busca – e todos esses elementos sob uma base plana simbolizando a região de pesquisa do escritor e geólogo, ou seja: a planície decantada nos versos de Azevedo Cruz.

OS LAUREADOS

1987 – Escritor Osório Peixoto Silva
Escritor José Cândido de Carvalho
Jornalista Hervé Salgado Rodrigues

1988 – Artista Plástico Ivaldi Granato
Educadora Maria Tereza da Silva Venancio
Professor Mário Ferraz Sampaio

1989 – Professor Aristides Artur Soffiati Neto

1990 – Jornalista Amaro Prata Tavares

1991 – Professor Walter Siqueira

1992 – Historiador Waldir Pinto Carvalho

1993 – Escritor Padre Antonio Ribeiro do Rosário

1994 – Livreiro João Sobral (Ao Livro Verde)
Filósofo José Américo Mota Pessanha (In-memóriam)

1995 – Professora Zuleima Oliveira Faria
Folclorista Ana Augusta Rodrigues (In-memóriam)

1996 – Dramaturgo Orávio de Campos Soares, João Rodrigues de Oliveira e o Filólogo Newton Perissé Duarte (In-memóriam).

Obs.: Nos anos de 1997 e 1998 não houve indicação e entrega do prêmio. Em 1999 a cerimônia premiou de uma só vez sete personalidades,
Jornalista João Rodrigues de Oliveiravalendo os prêmios pelos anos de 1997, 1998 e 1999, a saber:

1997 - Welligton Paes e Pedro Manhães (In-memóriam)

1998 - Gercy Pinheiro de Souza,Yeda Botelho Salles (In-memóriam) e Wilson Batista (In-memóriam)

1999 - Jorge Renato Pereira Pinto e Adilson Alves Rangel (In-memóriam)

Obs: Não foram encontrados registros de outras indicações entre os anos de 2000 e 2007.

2008 – Educadora Maria Elizabeth Vieira de Araújo.

2010 - Professor Joel Ferreira Melo e o poeta Antônio Roberto Fernandes (in-memóriam).

2011 - Maestrina Vilma Rangel Braga e o teatrólogo Felix da Silva Carneiro (in- memóriam).

2012 - Compositor Geraldo Gamboa e Professora Rita Maria de Abreu Maia (in-memóriam).

QUEM FOI/É ALBERTO RIBEIRO LAMEGO

No livro “Gente Que é Nome de Rua”, o historiador Waldir Pinto Carvalho, tece uma bibliografia do homenageado:

Alberto Ribeiro Lamego nasceu em Campos no dia 9 de Abril de 1896. Era/é filho de Alberto Frederico de Moraes Lamego e de Dona Joaquina Maria de Couto Ribeiro Lamego.

Historiador como seu pai, que escreveu a célebre coleção “Terra Goitacá”, tornou-se mais conhecido como Lamego Filho e produziu, por sua vez, também uma obra das mais valiosas da qual, ainda que de maneira ligeira, iremos falar no decorrer desta pálida homenagem que rendemos à sua memória.

Tendo as primeiras letras em sua sempre amada terra natal, concluiu pelo ano de 1910 o curso primário, não no Brasil, mas no “Colégio Campolide” dos padres jesuítas na cidade de Lisboa, em Portugal, uma vez que sua família passou a residir na Europa.

Nesse educandário português começou, também, o curso secundário, indo, entretanto, concluí-lo no Colégio Saint Michell, igualmente de jesuítas, em Bruxelas, na Bélgica. Em 1913, com 27 anos de idade, pediu sua inscrição no Curso de Engenharia de Artes, Manufatura e Minas, da Universidade de Louvain.

Estava iniciada a jornada em busca do saber maior, daquele conhecimento que haveria de fazê-lo conhecido, famoso e respeitado, não apenas em seu pais de origem, mas em todo o mundo.

Londres era agora o seu alvo. Em 1914 para aquela cidade se transferiu para realizar novos estudos. Cursou, a partir de então, a Royal School of Mines do Imperial College of Science and Technology.

Espírito prático, na mesma ocasião,usando o tempo que lhe sobrava, freqüentava o Curso de Licenciado em Engenharia de Minas da Universidade de Londres. Já em 1918, havia concluído satisfatoriamente esses dois valiosos cursos.

Seu retorno ao Brasil ocorreu pelo ano de 1920. Uma vez em que seu país, com todo direito, ingressou no Serviço Geológico do Ministério da Agricultura.

E, assim, pondo a prova os seus conhecimentos, executou diversos trabalhos de campo em várias regiões do Brasil, cuja experiência muito lhe valeu para a sua obra do futuro.

Entre os anos de 1924 e 1932, Lamego Filho, afastou-se do Serviço Geológico, mas retornando ao órgão onde havia iniciado a sua bela carreira, pôde muito oferecer de importante ao setor.

Da enorme relação de dados sobre o ilustre campista, consta os seguintes:

– Diretor da Divisaõ de Geologia e Mineralogia do Departamento Nacional de Produção Mineral entre os anos de 1951 e 1961, quando publicou 162 trabalhos executados pelos técnicos sob a sua direção.

– Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira de Geologia, da Associação dos Geográfos Brasileiros, da Academia Fluminense de Letras, da Academia Campista de Letras, (ocupando a Cadeira nº 9, cujo patrono é Francisco Saturnino Rodrigues de Brito), do Instituto Histórico e Geográfico da cidade do Rio de Janeiro, do Instituto Pan-Americano de Geografia e História.

– De 1951 a 1961, ocupou o cargo de Delegado do Ministério da Agricultura, junto ao Conselho Nacional de Geografia;

– Delegado do Brasil nos Congressos Internacionais de Geologia, realizado em Londres, Argel, Copenhague, Nova Delhi, e tomou parte nas reuniões da Comissão da Carta Geológica do Mundo, levadas a ereito em Hanover, Paris, Montividéu, Rio de Janeiro, Praga e Lima.

– Em 1972, serviu como Delegado do Brasil no Congresso Internacional de Geologia no Canadá;

– Delegado do Brasil ao Congresso Internacional de Geografia do Rio de Janeiro e aos Pan-americanos de Engenharia de Minas e Geologia de Petropólis e da cidade do México;

– Delegado aos Congressos Nacionais de Geografia de Florianópolis, Rio de Janeiro e de Brasília, bem como delegado aos Congressos Nacionais de geologia do Rio e de Vitória;

– Data de 1966, a sua participação como delegado ao Primeiro Simpósio Brasileiro de Paleontologia;

– Vice-Presidente da Comissão da Carta Geológica Internacional do Mundo, com sede na capital da França;

– Ex-Vice-Presidente da União Internacional das Ciências Geológicas com sede em Copenhague;

– Membro das bancas examinadoras dos concursos para cátedras de Geografia do Brasil, da Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo; de Geografia Humana, da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil e de Geografia Geral do Colégio Pedro II. Membro da banca examinadora para mestrado no Conselho Nacional de Geografia , da irmã Loreto e membro da banca examinadora para doutorado na Puc;

– Em 1958 tomou parte como Membro da Comissão do Conselho Nacional de Economia para a Recuperação do Nordeste brasileiro;

– Prêmio José Boiteux no Congresso Nacional do Rio de Janeiro de 1946, pelo seu trabalho intitulado “ O Homem e a Restinga”.

– Prêmio Orville A. Derby, com trabalho sobre Geologia do Brasil, intitulado “Mapa Geológico do Brasil”.

– A pedido do Dr. Rodrigo de Melo Franco, Diretor do IPHAN, fez o tombamento dos monumentos do Estado do Rio de Janeiro;

– Em 1949, em sua cidade de Campos, ocupava o cargo de Professor de Geografia do Curso Noturno do Liceu de Humanidades;

– Perito na Questão de Limites entre os Estados do Espírito Santo e Minas Gerais;

– Ocupou o cargo de Chefe do Grupo Brasileiro de Convênio Brasil-Estados Unidos, para pesquisa de urânio no Brasil entre os anos de 1957 e 1961. Convém lembrar que nessa chefia organizou uma longa série de reconhecimentos, abrangendo grandes áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernanbuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Goiás e Mato Grosso, quando encontrou jazidas de urânio. Os resultados foram apresentados em relatórios à Comissão Nacional de Energia Nuclear;

– Além de tudo, Alberto R. Lamego, chegou a ocupar o cargo de Assessor do Departamento Nacional de Produção Mineral e da Comissão Nacional de Energia Nuclear.

Entre os seus 44 trabalhos literários que publicou e deixou inéditos, podemos destacar os seguintes:

- A PLANÍCIE DO SOLAR E DA SENZALA, em cujo prefácio diz Oliveira Viana:

“Há nele uma mistura de imaginação e realidade, de inspiração literária e preocupação científica. Lamego Filho trai nele o poeta que se fez homem de ciência, o autor de versos e o engenheiro de minas...”;

A BACIA DE CAMPOS NA GEOLOGIA LITORÂNEA DO PETRÓLEO, publicado em 1944. com esse trabalho, Lamego Filho confirmou de forma técnica o que sempre foi uma obsessão da gente da Baixada Campista: a existência de petróleo nos Campos da Boa Vista;

O HOMEM E A RESTINGA. Medalha de Ouro do Congresso Nacional de Geografia do Rio de Janeiro de 1946 ( Biblioteca Geográfica Brasileira). A introdução feita pelo autor assim se inicia:

“Em O Homem e o Brejo andamos sobre a terra fértil. Sobre as auviões fecundas que emergiram de um dilúvio. Ali vimos enraizar-se tenazmente o homem, imantado pela opulência do solo e elevando por trezentos anos, com seus braços, uma crescente frutificação soberba.

O cenário agora é bem diverso. Pulamos a fartura máxima da gleba a uma penúria extrema. Das argilas ricamente produtivas e abandonadas por um rio, a extensíssimos areaias estéries depositados pelo mar. Duas planícies, dois ambientes secularmente contrastantes, sobretudo quando os vemos lado a lado...”

O HOMEM E A GUANABARA. Esta obra foi publicada em 1948, sob o patrocínio da Biblioteca Geográfica Brasileira, e se constitui noutra produção da maior utilidade para os estudiosos da área:

O HOMEM E A SERRA. Biblioteca Geográfica Brasileira, Rio de Janeiro, editada em 1950. Valiosa fonte de estudos;

GEOLOGIA DAS FOLHAS DE CAMPOS, SÃO TOMÉ, LAGOA FEIA E XEXÉ. Esta obra que faz evoluir a possibilidade de existência de petróleo em Campos, foi publicada no Rio em 1955;

Em carta, assim se referiu a Alberto Ribeiro Lamego, o grande escritor brasileiro, Agrippino Griecco:

“Cada vez me sinto mais entusiasmado com teus livros. Estás realizando admirável trabalho de conjunto. Há substância, boa linguagem, serena crítica sociológica em tudo que rediges...”.

Em 1974, Alberto Ribeiro Lamego, lançou a Segunda Edição de seu livro “O HOMEM E O BREJO”. Um dos locais para o evento, escolhido pelo renomado homem da ciência , foi a livraria LIVRO VERDE, em Campos, cujas portas lhe foram abertas prazenteiramente pelo seu proprietário João Sobral.

A “manhã de autógrafos”, da qual participaram seus amigos e o mundo intelectual de Campos, comparecemos para conhecer pessoalmente a grande figura nacional. Foi, sem dúvida um acontecimento inesquecível e dos mais significativos para a nossa cidade.

Alberto Ribeiro Lamego era casado com a distinta Sra. Marina Lamego.

Com 89 anos de idade, faleceu Alberto Ribeiro Lamego no dia 16 de outubro de 1985, no Rio de Janeiro, onde residia. Sua vontada expressa de ser sepultado em Campos, sua terra natal, foi rigorosamente cumprida por sua família.

Após ficar em câmara ardente na sede da Academia Campista de Letras, da qual era membro efetivo, seu corpo foi velado na Igreja de São Francisco, local histórico, onde um marco informa que ali há 300 anos, a população de São Salvador dos Campos a fez elevar-se à categoria de Vila.

O MONITOR CAMPISTA, reportando-se ao fato, entre outras palavras publicou:

“O filho da terra repousa abraçado ao solo em que nasceu e que tanto amou....

… o amante de PLANÍCIE DO SOLAR E DA SENZALA e o analista de O HOMEM E O BREJO realizou uma obra singular, correspondendo os méritos do escritor à ciência e aos títulos do técnico e do historiador.

… Bastaria citar a vice-presidência da Carta Geográfica Internacional, que ocupou, para atestar sua posição na comunidade científica, ombreando-se aos pesquisadores dos países mais avançados.

A NOTÍCIA, em seu comentário sobre o grande vulto, vale a pena destacar o seguinte tópico:

“Um dos livros, A BACIA DE CAMPOS NA GEOLOGIA LITORÂNEA DO PETRÓLEO, datado de 1944, foi uma previsão com mais de 30 anos de antecedência sobre a grande importância da Bacia de Campos na exploração petrolífera, hoje plenamente confirmada com a atuação da Petrobrás na região, que já é a responsável por mais de 50 por cento de toda produção nacional.”

A “FOLHA DA MANHÔ, do dia 17 de outubro de 1985, em seu editorial, entre outros trechos, destacam-se os seguintes:

“As características especiais de um povo que teve a sua fibra e rija espinha dorsal moldada pelas condições adversas que encontrou na terra virgem são o tema predileto de um dos maiores cientistas brasileiros no campo da Geologia. Um cientista cuja obra deveria ser de leitura de todos que pretendam conhecer a verdadeira história da colonização dos Campos dos Goytacazes. Alberto Ribeiro lamego sepultado ontem na terra que tanto amou..."

…Praticamente desconhecido pelas novas gerações – e mesmo a cadeira de História e Geografia da Faculdade de Filosofia pouco acesso tem a seus livros – Alberto Ribeiro Lamego era um entusiasta do que chamou de “a civilização campista”. Um novo tipo de raça pioneira, só comparável aos peregrinos que avançavam pelos terrenos hostis da América do Norte na conquista do Oeste...

…Lamego morre tendo conseguido visualizar uma de suas predições feitas com base e rigor científico. Ele havia, já nos idos de 40, alertado as autoridades para o imenso potencial petrolífero que advinhava na formação sedimentar do delta do Paraíba e na Lagoa Feia. O sonho de Lamego e outros pioneiros que acreditaram no petróleo campista e hoje realidade pujante no trabalho dos técnicos e operários da Petrobrás...

Sendo a vida, inquestionavelmente, uma missão, a de Alberto Ribeiro Lamego , foi, sem dúvida, cumpridade maneira admirável.

Queremos, nesta ligeira homenagem que prestamos à sua memória fazer coro com aqueles que não se cansam de exaltar o seu esforço e dedicação em favor do progresso, não apenas de Campos, mas do nosso sempre amado Brasil.

Se possível fosse nos comunicarmos com a sua personalidade-alma neste momento em que redijo estas palavras (dezembro/87), o faríamos para lhe pedir desculpas pelos campistas que ainda não se dignaram de inaugurar uma bela avenida com o seu luminoso nome.

Estamos certos, entretanto, que um dia, ALBERTO RIBEIRO LAMEGO, será nome de rua em sua sempre adorada Campos dos Goytacazes. (Hoje, finalmente, temos a Avenida Alberto Ribeiro Lamego, que começa na Rua Fhilipe Uébe e se prolonga até a rodovia que dá acesso a São João dea Barra/Atafona e Grussai).


FONTES DE INFORMAÇÃO

TERRA GOYTACÁ – Alberto F. M. Lamego

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE CAMPOS – Júlio Feidit

CICLO ÁUREO – Horácio Souza

MOVIMENTO LITERÁRIO DE CAMPOS - Múcio da Paixão

FOLHA DO COMÉRCIO - Coleção de Jornais

MONITOR CAMPISTA – Coleção de Jornais

A NOTÍCIA - Coleção de Jornais

A CIDADE – Coleção de Jornais

GUIA GERAL DE CAMPOS – Hélvio Bacelar/ Herbson Freitas

ARQUIVO PESSOAL – Latour Arueira

ARQUIVO PESSOAL – Walter Siqueira

ARQUIVO PESSOAL – Leontino Machado

ARQUIVO PESSOAL – Carlos Amorim

ARQUIVO BIBLIOTECA MUNICIPAL

Cartórios do 1º, 2º e 3º SUB-DISTRITOS

PROGRAMA “NOSSA TERRA NOSSA GENTE” - Waldir P. Carvalho.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CDL, ACIC e CARJOPA prestam apoio ao programa de revitalização das Bandas


O secretário Municipal de Cultura, Orávio de Campos (D), a presidente da CDL, Maria Luiza Schultz (C) e representantes das bandas de Campos durante reunião de apoio às sociedades musicais

A secretaria municipal de Cultura está contando com o apoio da Câmara dos Dirigentes Lojistas – CDL; Associação Comercial e Industrial de Campos – ACIC; e o Conselho dos Lojistas da Rua João Pessoa e Adjacências – CARJOPA, como aliados na luta para salvar da extinção as sociedades musicais do município, a maioria com mais de 100 anos.

Na reunião realizada na manhã desta quarta-feira (06/10), na CDL – fizeram-se presentes o Secretário Municipal de Cultura, Orávio de Campos; o subsecretário, Sérgio Alvarenga, a diretora Maria Lucia Bittencourt; a presidente da CDL, Maria Luiza Schultz, o empresário Sérgio de Oliveira, da ACIC, além de representantes das bandas. Ficou acertado que todas vão realizar em dezembro uma “Cantata de Natal”.

O professor Orávio de Campos elogiou a participação dos lojistas no programa de revitalização das bandas civis que, além das apresentações natalinas, também terão um convênio para criar cursos de música em suas sedes visando a sua própria oxigenação, além de poderem contar com recursos financeiros para sua manutenção.

Estiveram presentes maestros e representantes de nove bandas: Lira de Apolo; Operários Campistas; Lira São José; Sociedade Musical Nossa Senhora das Dores (Dores de Macabu); Sociedade Musical Nossa Senhora da Penha (Tocos); Sociedade Musical Santo Amaro (Santo Amaro); Euterpe Sebastianense (São Sebastião); Lira Conspiradora; e Lira Guarany.

A Secretaria de Municipal de Cultura está gestando o projeto global, incluindo as cantatas e os convênios para 2011. Quando estiver pronto, na próxima semana, será marcada uma audiência com o prefeito em exercício, Nelson Nahim, na qual estarão presentes todas as lideranças lojistas e as representações das centenárias bandas civis do município.
 
A presidente da CDL, Maria Luiza Schultz, ladeada pelo secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares (E) e pelo subsecretário, Sérgio Alvarenga e representantes das bandas